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Vídeo: Desembargador diz que "o país acabou há 20 anos" e que "está tudo dominado" pelo crime

Ao comentar o avanço das organizações criminosas no Brasil, o magistrado demonstrou preocupação com a expansão territorial das facções.

31 de julho de 2026 às 14:50   - Atualizado às 15:01

Desembargador Gamaliel Seme Scaff.

Desembargador Gamaliel Seme Scaff. Foto: Reprodução

Um desabafo do desembargador Gamaliel Seme Scaff chamou atenção durante uma sessão da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) na quinta-feira, 30 de julho.

Ao comentar o avanço das organizações criminosas no Brasil, o magistrado demonstrou preocupação com a expansão territorial das facções e com o que classificou como uma perda gradual da capacidade do Estado de controlar determinadas regiões.

Durante a manifestação, Scaff comparou o atual cenário brasileiro à situação enfrentada pelo México em relação à atuação de grupos criminosos.

Desembargador Gamaliel Seme Scaff.

 Na avaliação do desembargador, algumas facções passaram a estabelecer regras próprias e exercer influência sobre comunidades onde deveriam prevalecer as instituições públicas.

“De 20 anos pra cá o país acabou. Quem pode ir embora, vai embora. Nós não temos esperança mais. Está tudo dominado”, afirmou o magistrado durante a sessão.

Preocupação com o chamado “tribunal do crime”

Outro ponto citado pelo desembargador foi a existência do chamado “tribunal do crime”, expressão usada para se referir a estruturas informais mantidas por organizações criminosas para impor punições e resolver conflitos fora dos mecanismos oficiais de Justiça.

Scaff criticou esse tipo de atuação e demonstrou preocupação com a possibilidade de grupos criminosos ampliarem seu poder sobre a população.

Na avaliação apresentada durante a sessão, o problema não se limita à prática de crimes isolados. O avanço das facções representaria também uma ameaça à autoridade das instituições e à capacidade do poder público de garantir segurança em determinados territórios.

 

Comparação com cenário mexicano

Ao mencionar o México, o desembargador fez referência ao processo de fortalecimento de organizações criminosas naquele país e à influência exercida por grupos ligados ao narcotráfico em diferentes regiões.

A comparação foi utilizada por Scaff para expressar seu temor de que o Brasil caminhe para uma situação semelhante, marcada pela presença cada vez maior de estruturas criminosas e pela dificuldade do Estado em impedir sua expansão.

O discurso ocorreu durante uma sessão da 1ª Câmara Criminal do TJPR, no contexto de discussões relacionadas à área criminal. A fala do magistrado representa sua avaliação sobre o cenário da segurança pública e não constitui, por si só, uma conclusão institucional do Tribunal de Justiça do Paraná.

As declarações repercutiram justamente pela contundência das palavras utilizadas por Scaff ao descrever o avanço da criminalidade organizada e os possíveis impactos desse fenômeno sobre a sociedade brasileira.

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