Todo o material recolhido será submetido a exames periciais especializados para verificar a existência de evidências relacionadas a crimes praticados
11 de junho de 2026 às 11:23 - Atualizado às 12:08
Policiais na Operação Sotave. Foto: Divulgação/PF
A Polícia Federal deflagrou, na manhã da última quarta-feira, 10 de junho, a Operação Sotave, com o objetivo de investigar possíveis crimes relacionados ao armazenamento e à divulgação de imagens e vídeos de abuso sexual infantil por meio da internet. A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DELECIBER), vinculada à Superintendência Regional da Polícia Federal em Pernambuco.
Durante a operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela 4ª Vara Federal de Pernambuco. A diligência ocorreu no município de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife.
No local, os agentes apreenderam dois aparelhos celulares e um cartão de memória. Todo o material recolhido será submetido a exames periciais especializados para verificar a existência de evidências relacionadas a crimes praticados pela internet envolvendo abuso sexual de crianças e adolescentes.
De acordo com a PF, a investigação busca esclarecer a possível participação do investigado em atividades ligadas ao armazenamento e ao compartilhamento desse tipo de conteúdo em aplicativos de comunicação, entre eles o Telegram.
A análise técnica dos equipamentos apreendidos será fundamental para o andamento das investigações. Os peritos irão examinar os dispositivos em busca de arquivos, registros e outros elementos que possam auxiliar na identificação de possíveis práticas criminosas.
Segundo a Polícia Federal, a responsabilização criminal dependerá dos resultados obtidos durante a perícia. Caso sejam encontradas provas que confirmem os fatos investigados, o suspeito poderá responder pelos crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
As penas para os crimes de armazenamento e divulgação de material de abuso sexual infantil podem chegar, somadas, a até 10 anos de reclusão, além de outras sanções previstas na legislação brasileira.
A Polícia Federal destacou que, embora a legislação brasileira ainda utilize o termo "pornografia" em alguns dispositivos legais, especialistas e organismos internacionais têm adotado expressões como "abuso sexual infantil" ou "violência sexual contra crianças e adolescentes".
Segundo o órgão, essa mudança de terminologia busca reforçar a gravidade dos crimes e destacar que as imagens e vídeos produzidos envolvem vítimas de violência, evitando termos que possam minimizar os danos causados às crianças e adolescentes explorados.
O entendimento é que a linguagem utilizada para tratar do tema deve contribuir para evidenciar a dimensão da violação de direitos sofrida pelas vítimas.
Além das ações de investigação e repressão aos crimes cibernéticos, a Polícia Federal também reforçou a importância da prevenção e da participação ativa das famílias na proteção de crianças e adolescentes.
Entre as orientações repassadas pelo órgão está a necessidade de acompanhar o uso da internet pelos jovens, incluindo redes sociais, aplicativos de mensagens, plataformas de vídeo e jogos online.
A recomendação é que pais e responsáveis mantenham diálogo constante sobre os riscos existentes no ambiente virtual e orientem crianças e adolescentes sobre práticas seguras durante a navegação na internet.
Outro ponto destacado é a atenção a possíveis mudanças de comportamento. Isolamento repentino, excesso de sigilo em relação ao uso de celulares e computadores e resistência ao acompanhamento dos responsáveis podem ser sinais de alerta que merecem observação.
A Polícia Federal também orienta que crianças e adolescentes sejam ensinados a identificar contatos inadequados e situações suspeitas em ambientes virtuais. Nesses casos, a recomendação é procurar ajuda de familiares, responsáveis ou autoridades competentes.
De acordo com a corporação, a informação e a conscientização continuam sendo ferramentas importantes para a prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes. A instituição destaca que o acompanhamento familiar e a educação digital são medidas essenciais para reduzir riscos e fortalecer a proteção de menores tanto no ambiente virtual quanto no mundo real.
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Além das buscas, a Justiça autorizou medidas de quebra de sigilo telemático e bancário. Também foi determinado o sequestro de bens e valores de até R$ 1,1 bilhão.
Ação da Operação Ponto Cego também recolheu pinos plásticos, capas de coletes balísticos e balanças de precisão na Zona Sul.
Para receber, o aluno precisa cumprir as condições previstas pelo programa, entre elas a frequência mínima exigida nas aulas.
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