Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a proposta apresentada pela instituição.
22 de setembro de 2026 às 10:25 - Atualizado às 12:45
Greve na Caixa. Foto: Sindicato dos Bancários de Pernambuco
Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve nacional iniciada no dia 10 de setembro. A decisão foi tomada na segunda-feira, 21 de setembro, durante uma assembleia virtual realizada no período da tarde, após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela instituição para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Com a rejeição, o movimento grevista continua em todo o país. O comando nacional da greve deverá divulgar os próximos passos da mobilização nos próximos dias, incluindo as orientações para as bases sindicais e os trabalhadores que participam da paralisação.
A greve foi deflagrada depois que os empregados rejeitaram a proposta apresentada pela Caixa durante as negociações para a renovação do acordo específico da categoria. De acordo com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), mais de 90% das bases sindicais votaram contra a proposta apresentada pela instituição.
As negociações entre representantes dos trabalhadores e da Caixa ocorrem desde junho e envolvem diferentes pontos do acordo específico. Entre as principais divergências está o modelo de custeio do Saúde Caixa, plano de assistência médica destinado aos empregados.
O tema é uma das principais reivindicações da categoria e tem concentrado parte das discussões durante o processo de negociação. Os trabalhadores também cobram avanços em outros itens que integram o acordo coletivo.
Um dos pontos apresentados pela Caixa na proposta rejeitada pelos empregados envolve justamente a participação da instituição no custeio do Saúde Caixa.
Pela proposta, o teto de participação da empresa no financiamento do plano passaria de 6,5% para 9% da folha de pagamento a partir de 2027. Mesmo com a alteração prevista, a proposta foi rejeitada pelos trabalhadores na assembleia realizada nesta segunda-feira.
A questão do custeio do plano de saúde permanece, portanto, entre os principais pontos de negociação entre a instituição financeira e seus empregados.
Com a manutenção da greve, a expectativa agora é pela definição das próximas ações do movimento. O comando da paralisação deverá comunicar as orientações à categoria após a avaliação do resultado da assembleia e do cenário das negociações com a Caixa.
A mobilização começou em 10 de setembro e ocorre em meio às discussões para a renovação do ACT. Até o momento, a categoria mantém a posição de rejeição à proposta apresentada pela empresa e cobra avanços nos pontos considerados prioritários durante as negociações.
Os empregados e empregadas da Caixa Econômica Federal em Pernambuco decidiram manter a greve da categoria após rejeitarem a nova proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A decisão foi tomada nesta segunda-feira, 21 de setembro, durante votação realizada após uma plenária híbrida de esclarecimentos promovida pelo Sindicato dos Bancários de Pernambuco.
A proposta foi rejeitada por 75,7% dos votos. Outros 23,3% dos participantes votaram pela aprovação, enquanto 1,06% optaram pela abstenção. Com o resultado, a paralisação continua no estado.
Diante da decisão da assembleia, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco convocou os empregados da Caixa para um ato nesta terça-feira (22), às 9h, em frente à Caixa Edifício-Sede.
A greve chega ao 12º dia em Pernambuco, após mais de dois meses de negociações entre os trabalhadores e a instituição financeira. Segundo o sindicato, desde o início da paralisação, todas as unidades da Caixa no estado permaneceram fechadas, com participação de empregados de diferentes cargos.
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