A greve nacional dos empregados da Caixa teve início em 10 de setembro, após trabalhadores rejeitarem propostas apresentadas durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho.
18 de setembro de 2026 às 19:46 - Atualizado às 19:48
O deputado estadual Coronel Alberto Feitosa (PL). Foto: Divulgação
O deputado estadual Coronel Alberto Feitosa (PL) esteve, nesta semana, em uma agência da Caixa Econômica Federal que aderiu à greve dos bancários. Durante a visita, o parlamentar conversou com trabalhadores sobre a paralisação, que começou em 10 de setembro e segue por tempo indeterminado.
Segundo relato divulgado pelo deputado, uma funcionária informou que a paralisação já ultrapassava oito dias e não havia previsão de encerramento. Feitosa relacionou o movimento a reivindicações dos trabalhadores e criticou a condução do governo federal diante da situação.
“Mais de oito dias em greve da Caixa Econômica. Governo Lula. Já pensou se fosse isso no governo Bolsonaro, faltando poucos dias para as eleições? Era capa de todos os jornais, todas as chamadas de televisão. Mas é o Lula, né?”, questionou o parlamentar.
Durante a visita, Feitosa também afirmou que a paralisação estaria afetando instituições que dependem de operações realizadas pela Caixa para receber recursos.
“Tem gente tirando dos caixas eletrônicos e instituições que não recebem recursos que têm que ser liberados pela Caixa Econômica — asilos, instituições de atendimento a pessoas com deficiência estão sem receber dinheiro”, declarou.
A afirmação sobre os impactos em instituições foi feita pelo próprio deputado e não deve ser confundida com uma informação de que todos os pagamentos e serviços da Caixa estejam interrompidos.
A Caixa informou que, apesar da greve, canais digitais e serviços de autoatendimento permanecem disponíveis. O pagamento do Bolsa Família, por exemplo, segue normalmente, segundo informações divulgadas pelo banco, com possibilidade de movimentação dos valores por aplicativos, caixas eletrônicos, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.
A greve nacional dos empregados da Caixa teve início em 10 de setembro, após trabalhadores rejeitarem propostas apresentadas durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho. O principal ponto de impasse registrado nas negociações é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários.
Em 11 de setembro, os empregados rejeitaram a proposta final apresentada pelo banco. Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 68% dos trabalhadores votaram contra o texto. A Caixa posteriormente reabriu as negociações com os representantes dos empregados.
A paralisação também tem provocado impactos em alguns serviços que dependem de atendimento presencial ou de etapas administrativas do banco. Reportagem da Folha de S.Paulo apontou atrasos na liberação de crédito do programa Move Brasil e em processos de financiamento imobiliário.
No caso dos benefícios sociais, porém, a paralisação das agências não interrompe automaticamente os pagamentos. A Caixa informou que os canais de pagamento permanecem funcionando, enquanto o atendimento presencial pode ser afetado conforme a adesão dos trabalhadores à greve.
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A Câmara Municipal lamentou a morte da ex-vereadora, classificada em nota como "vítima de um ataque covarde" e prestou solidariedade aos familiares, amigos, profissionais da educação e colegas de trabalho.
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