Rosa Amorim e Erika Hilton Foto: Divulgação/Arte/Portal de Prefeitura/Alepe/Rede Social
A deputada estadual Rosa Amorim manifestou apoio público à deputada federal Erika Hilton após a parlamentar passar a ser alvo de críticas e ataques nas redes sociais por ter assumido a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.
Em posicionamento divulgado nas redes, Rosa Amorim classificou como preocupante o volume de comentários ofensivos direcionados à parlamentar paulista desde o anúncio da nova composição da comissão. Para a deputada pernambucana, a reação negativa revela a resistência de parte da sociedade à ampliação da representatividade política de diferentes grupos sociais.
Segundo Amorim, a escolha de Erika Hilton deveria ser interpretada como um marco na política brasileira, especialmente por ampliar a presença de mulheres trans em cargos de liderança institucional.
A eleição de Erika Hilton para comandar a comissão ocorreu após acordo entre partidos e sucedeu a gestão da deputada Célia Xakriabá, que havia sido a primeira mulher indígena a ocupar a presidência do colegiado.
Para Rosa Amorim, o momento representa um avanço simbólico importante dentro do Congresso Nacional. A deputada destacou que, em um país que ainda enfrenta altos índices de violência contra pessoas trans, a presença desse grupo em posições institucionais de destaque tem um significado político relevante.
“Desde ontem as redes sociais estão tomadas por ataques contra a deputada Erika Hilton. Algo que infelizmente não é novidade, mas que desta vez ocorre porque ela assumiu a presidência da Comissão da Mulher”, afirmou.
A parlamentar pernambucana ressaltou que a conquista de espaços institucionais por grupos historicamente marginalizados costuma provocar reações intensas. Segundo ela, isso ocorre porque a presença dessas pessoas em cargos de poder desafia estruturas tradicionais da política.
Na manifestação pública, Rosa Amorim afirmou que o corpo e a trajetória política de Erika Hilton incomodam setores que buscam restringir a participação de mulheres trans na vida pública. Para a deputada, esse tipo de reação evidencia o quanto o debate sobre direitos e representatividade ainda enfrenta resistência.
“Em um país que mais mata pessoas trans, deveria ser motivo de celebração ter representantes dessa população ocupando cargos importantes. No entanto, isso acaba virando alvo de ataques e discursos de ódio”, declarou.
A parlamentar também destacou que a atuação de Erika Hilton no Congresso tem sido marcada pela defesa de direitos sociais e pela ampliação do debate sobre igualdade e inclusão. Segundo ela, a presença da deputada na presidência da comissão pode contribuir para fortalecer discussões sobre políticas públicas voltadas às mulheres em suas diferentes realidades.
Ao final da mensagem, Rosa Amorim expressou solidariedade direta à colega de partido e reforçou apoio à sua atuação política.
“Erika, você é necessária. As mulheres sem-terra estão com você”, afirmou.
O episódio reacendeu nas redes sociais o debate sobre representatividade política, diversidade e respeito às identidades de gênero no espaço público. Especialistas apontam que, embora a presença de grupos diversos na política brasileira tenha aumentado nos últimos anos, episódios de ataques e discursos hostis ainda são recorrentes, especialmente quando envolvem minorias que passam a ocupar posições de destaque institucional.
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