Rio de Janeiro intervenção Policial Foto: Divulgação / Agência Brasil
O Rio de Janeiro vive uma escalada de violência e domínio de facções como o Comando Vermelho e o PCC. O cenário fluminense reflete o risco que o Brasil corre se não fortalecer suas leis, políticas públicas e presença do Estado.
O Rio de Janeiro voltou a ser palco de intensos confrontos entre forças de segurança e o crime organizado. As operações nos complexos do Alemão e da Penha mobilizaram milhares de agentes e expuseram uma dura realidade: o Estado perdeu o controle sobre partes do próprio território.
O domínio de facções como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) revela o avanço de um poder paralelo que dita regras, impõe toques de recolher e controla a economia local cobrando “taxas” de comerciantes e decidindo quem entra e quem sai das comunidades.
Esse fenômeno não é resultado da falta de operações policiais, mas da ausência de continuidade institucional. Falta presença constante do Estado, políticas públicas de longo prazo e leis eficazes que realmente impeçam o crime de se reorganizar.
A fragilidade das leis penais brasileiras é um dos pilares que sustentam a violência.
Criminosos de alta periculosidade são presos e libertos com rapidez, beneficiados por brechas jurídicas, progressões automáticas de regime e decisões que não refletem a gravidade dos crimes cometidos.
Enquanto o sistema de justiça criminal atua de forma lenta e fragmentada, as facções se modernizam. Hoje, o PCC e o CV mantêm redes nacionais de comunicação que coordenam ataques, transporte de drogas e lavagem de dinheiro muitas vezes de dentro dos presídios.
A falta de integração entre os sistemas estaduais e federais de inteligência permite que o crime organizado atue como uma empresa, com hierarquia, logística e estrutura financeira própria.
O que antes era visto como um problema concentrado no Rio de Janeiro já se espalha por outras regiões do país.
O Ceará é um dos exemplos mais emblemáticos. Desde 2019, o estado vive uma guerra silenciosa entre facções o Comando Vermelho, o Guardiões do Estado (GDE) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) disputam o controle de rotas de drogas e armas, especialmente na Grande Fortaleza.
Esses grupos dominam bairros inteiros, controlam o tráfico local, o sistema prisional e até influenciam na escolha de representantes comunitários.
A violência se tornou rotina: explosões, chacinas e ataques coordenados ocorrem como forma de intimidação, enquanto o poder público luta para conter a expansão das organizações criminosas.
Esse cenário evidencia o que especialistas vêm alertando há anos: a falência de uma política de segurança pública nacional unificada e a ausência de integração entre estados na luta contra o crime.
A ausência do Estado vai muito além do policiamento.
Em regiões dominadas por facções, faltam escolas, saneamento, empregos e políticas sociais.
É nesse vácuo que o crime ocupa espaço, oferecendo o que o poder público não oferece “segurança”, renda e um falso senso de pertencimento.
Onde o Estado não chega, o crime governa.
E onde o crime governa, a lei e a democracia enfraquecem.
O Rio de Janeiro vive essa realidade há décadas, e o mesmo padrão começa a se consolidar em estados do Norte e Nordeste, criando uma rede nacional de poder paralelo que desafia diretamente a soberania do país.
Se o Rio de Janeiro de hoje é o Brasil de amanhã, o recado é claro:
Sem Estado forte, leis rigorosas e políticas públicas contínuas, o país corre o risco de perder o controle sobre seu próprio território.
Mais do que operações pontuais e trocas de comando, o Brasil precisa de uma estratégia nacional de segurança e desenvolvimento, capaz de combinar força policial, inteligência, educação e presença institucional permanente.
O Rio não é apenas uma cidade em crise é um aviso ao país.
A ausência do Estado, a fragilidade das leis e a impunidade crescente são os verdadeiros inimigos da paz.
Ignorá-los hoje é aceitar que, amanhã, essa realidade se espalhe de forma irreversível por todo o Brasil.
O que está em jogo não é apenas a segurança pública é a autoridade do Estado e o futuro da nação.
Por: Amisadai Andrade
O conteúdo do texto acima é uma colaboração voluntária, de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal de Prefeitura.
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