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Megaoperação no Rio de Janeiro apreendeu fuzis das forças venezuelanas, revela delegado

O agente indicou que as armas chegaram ao Brasil por meio da fronteira amazônica e pelo Paraguai.

Ricardo Lélis

30 de outubro de 2025 às 11:38   - Atualizado às 11:38

Fuzil das Forças Armadas da Venezuela.

Fuzil das Forças Armadas da Venezuela. Foto: Reprodução/ Redes Sociais

O delegado Vinicius Domingos revelou na quarta-feira, 29 de outubro, o resultado de uma perícia preliminar nos armamentos apreendidos na megaoperação do Rio de Janeiro ocorrida na terça (28).

Segundo o agente, foram identificados modelos G3 (alemão), FAL (belga), AK-47 (russo) AR (americano) e que a maioria dos fuzis AR são falsificados.

O delegado afirmou que as armas G3 e FAL, de maior poder de fogo, foram identificadas como sendo de forças armadas de Brasil, Venezuela, Argentina e Peru, indicando que as armas chegaram ao Brasil por meio da fronteira amazônica e pelo Paraguai.

Mortes em megaoperação

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro confirmou, na manhã da quarta-feira, 29 de outubro, 132 mortos resultantes da megaoperação realizada nos complexos da Penha e Alemão na terça (28). Moradores das regiões, ambas localizadas na Zona Norte, empilham os corpos que estão sendo encontrados, nas ruas, com o intuito de contabilizar o número de óbitos.

Na terça-feira (28), o Governo Estadual havia informado que 64 pessoas morreram durante a Operação Contenção, deflagrada contra lideranças do Comando Vermelho (CV), além de quatro policiais.

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Já Felipe Curi, o secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), atualizou o número de mortos após a megaoperação nos complexos da Penha e Alemão. De acordo com o delegado, 119 pessoas morreram, sendo quatro policiais e 115 suspeitos. A ação também resultou em 113 prisões e na apreensão de 10 adolescentes.

Durante a operação, as forças de segurança apreenderam 118 armas, entre elas 91 fuzis, 26 pistolas e um revólver, além de 14 artefatos explosivos. Curi informou que os 115 mortos foram classificados como “opositores”, em referência a tentativas de homicídio contra os agentes.

O secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, explicou que uma das estratégias adotadas foi a criação de um “muro do Bope”, referência à atuação do Batalhão de Operações Especiais na área de mata da Serra da Misericórdia, localizada entre os dois complexos. Segundo ele, o objetivo era conter o avanço dos suspeitos e evitar confrontos em áreas habitadas.

“Incluímos a incursão de tropas do Bope para a parte mais alta da mata da Misericórdia, criando um muro do Bope, fazendo com que os marginais fossem empurrados para a área mais alta. Nosso objetivo principal era proteger as pessoas de bem da comunidade”, afirmou Menezes.

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