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Exército Brasileiro está pronto para GLO no Rio de Janeiro, mas governo Lula prega cautela

Apesar da prontidão militar, ministros alertam para riscos políticos e desgaste das Forças Armadas em operação urbana.

Portal de Prefeitura

30 de outubro de 2025 às 11:26   - Atualizado às 11:34

Militares das Forças Armadas patrulham ruas do Rio de Janeiro durante a intervenção federal de 2018, em ação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

Militares das Forças Armadas patrulham ruas do Rio de Janeiro durante a intervenção federal de 2018, em ação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Exército Brasileiro confirmou que suas tropas estão em prontidão para uma eventual Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Rio de Janeiro, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorize a ação. A medida, no entanto, ainda depende de decisão política do Palácio do Planalto, que avalia com cautela os impactos de uma intervenção militar no estado.

Segundo fontes do governo e da Defesa, a experiência de 2018, quando uma intervenção federal foi necessária, é lembrada como alerta sobre os riscos de desgaste político e institucional. O governo teme que uma nova GLO, sem planejamento cuidadoso, possa gerar críticas à presença das Forças Armadas em ações de segurança pública e comprometer o diálogo mantido com os comandos militares.

Preparação e especialização militar

Entre as unidades destacadas está o 1º Batalhão de Ações de Comandos (1º BAC), especializado em infiltração, combate urbano, sobrevivência e atuação em diferentes biomas do país. Segundo o Exército, as tropas estão treinadas e prontas, mas apenas atuarão mediante autorização formal da Presidência, como determina a Constituição.

Posicionamento do governo

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, negou ter recebido qualquer pedido formal do governador Cláudio Castro (PL) para a operação. Por outro lado, o Ministério da Defesa informou ter recebido, em janeiro, um ofício solicitando apoio logístico da Marinha, incluindo o uso de veículos blindados, mas destacou que esse apoio só poderia ocorrer dentro de uma GLO decretada pelo presidente.

José Múcio Monteiro, titular da Defesa, orienta cautela ao presidente, alertando que operações militares em áreas urbanas exigem planejamento rigoroso e podem gerar repercussões negativas caso ocorram excessos. “Seria muito ruim para os militares subir o morro para matar”, comentou um auxiliar da pasta, reforçando o peso político de qualquer ação de combate direto.

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Histórico e contexto

O Exército mantém tradição de apoio em grandes eventos, como o G-20 e a cúpula dos BRICS, autorizados via GLO. No entanto, operações de combate direto em favelas ou áreas urbanas densamente povoadas são mais complexas e sensíveis, exigindo coordenação estreita com as forças de segurança estaduais.

Enquanto isso, as tropas permanecem à disposição, aguardando ordens presidenciais. A decisão final combina segurança pública, estabilidade institucional e imagem internacional do país, e será tomada com base em avaliação detalhada dos riscos e impactos políticos.

Da redação do Portal com informações do site Sociedade Militar 

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