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Aluna de Direito que ensinava a evitar golpes é presa por suspeita de aplicar golpes

A investigação aponta que os suspeitos usavam perfis falsos que copiavam a identidade visual de uma conhecida loja do setor de telefonia.

Redação

14 de agosto de 2026 às 10:44   - Atualizado às 10:47

Micaelli Araújo, estudante de Direito.

Micaelli Araújo, estudante de Direito. Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta sexta-feira, 14 de agosto, a Operação Reflexo para desarticular um esquema de estelionato eletrônico que vendia celulares inexistentes pela internet. A investigação, conduzida pela 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural), levou à prisão preventiva de Micaelli Araújo, de 22 anos, estudante do 7º semestre de Direito e estagiária de um escritório de advocacia.

Segundo a PCDF, Micaelli atuava ao lado do companheiro, Rafael dos Santos Damasceno, de 25 anos. O casal teria criado uma estrutura para transmitir aparência de segurança aos consumidores e convencê-los a comprar smartphones anunciados nas redes sociais.

A investigação também chamou atenção para a atuação de Micaelli nas redes sociais. Segundo a PCDF, a estudante mantinha uma imagem pública relacionada ao combate a práticas ilegais.

A jovem publicava vídeos e orientações sobre procedimentos para desbloquear contas bancárias suspensas por suspeita de fraude. Ela também compartilhava dicas relacionadas à prevenção de golpes virtuais.

Apesar desse tipo de conteúdo, a investigação aponta que Micaelli participava da estrutura utilizada para aplicar golpes contra consumidores interessados em comprar celulares.

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A polícia prendeu a estudante preventivamente durante a Operação Reflexo. Segundo os investigadores, ela não possuía antecedentes criminais.

Rafael dos Santos Damasceno, por outro lado, já respondia a um processo por um golpe semelhante no Rio Grande do Sul, conforme informações apresentadas pela PCDF.

Sobre a investigação

A investigação aponta que os suspeitos usavam perfis falsos que copiavam a identidade visual de uma conhecida loja do setor de telefonia. Com a aparência de uma empresa legítima, eles divulgavam aparelhos e mantinham contato com possíveis compradores.

O casal também montou uma espécie de loja falsa dentro de um cômodo da própria residência, localizada em São Paulo. Os investigadores encontraram no local dezenas de caixas vazias de celulares de última geração, além de etiquetas, embalagens e materiais usados para simular o envio dos produtos.

De acordo com a investigação, a estrutura criada pelo casal tinha o objetivo de transmitir confiança antes que as vítimas realizassem os pagamentos.

Micaelli e Rafael gravavam vídeos e produziam fotografias no ambiente preparado dentro da residência. As imagens mostravam caixas de smartphones embaladas e supostamente prontas para serem enviadas aos compradores.

A estratégia, segundo a polícia, ajudava a criar a impressão de que os produtos realmente existiam e que o casal mantinha uma atividade comercial regular.

Os suspeitos também realizavam atendimento aos interessados nos aparelhos. Depois de negociar os celulares, eles orientavam os compradores sobre o pagamento por transferência eletrônica.

Após receberem os valores via Pix, segundo a PCDF, os investigados deixavam de responder às vítimas e bloqueavam os compradores nos canais utilizados durante a negociação. Os celulares adquiridos nunca chegavam aos consumidores.

A polícia identificou ocorrências relacionadas ao esquema no Distrito Federal e em outros estados. Os investigadores também apreenderam dispositivos eletrônicos durante a operação. A perícia vai analisar os equipamentos para buscar novas informações sobre as fraudes e identificar outros possíveis casos relacionados ao grupo.

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