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Apevisa alerta para golpe com venda de canetas emagrecedoras usando nome da Vigilância Sanitária

Agência orienta população a não realizar pagamentos nem acessar links enviados por criminosos que usam a identidade visual de órgãos de vigilância sanitária.

14 de julho de 2026 às 14:59   - Atualizado às 15:01

A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) alerta a população sobre um novo golpe.

A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) alerta a população sobre um novo golpe. Foto: Reprodução

A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) alerta a população sobre um novo golpe que utiliza o nome e a identidade visual de órgãos de vigilância sanitária para comercializar, de forma fraudulenta, medicamentos conhecidos como "canetas emagrecedoras".  A orientação é que, ao receber ligações, mensagens ou e-mails com esse tipo de oferta, o cidadão não clique em links, não realize pagamentos e interrompa imediatamente o contato.

De acordo com a diretora da Apevisa, Karla Baêta, é importante que a população desconfie de qualquer oferta de medicamentos feita em nome da Vigilância Sanitária. "Os órgãos de vigilância sanitária não comercializam medicamentos, alimentos, cosméticos ou qualquer outro produto. Nossa atuação é voltada à regulação, fiscalização e licenciamento. Qualquer venda utilizando o nome da Anvisa, da Apevisa ou das vigilâncias municipais é golpe", frisa.

Além dos golpes virtuais, a Apevisa também chama atenção para a comercialização de medicamentos falsificados e de produtos sem registro sanitário. As canetas emagrecedoras pertencentes à classe dos agonistas do GLP-1, utilizadas no tratamento do diabetes e da obesidade, somente podem ser comercializadas no Brasil quando possuem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Atualmente, há medicamentos regularizados à base de semaglutida e tirzepatida.

Produtos adquiridos de outros países ou comercializados sem autorização sanitária não oferecem garantias de qualidade, segurança e eficácia, podendo representar sérios riscos à saúde. A recomendação é desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do mercado, um dos principais indícios de fraude ou falsificação. Outro ponto são os medicamentos manipulados. A Apevisa reforça que a manipulação deve ser realizada de forma individualizada, conforme prescrição médica específica para cada paciente.

A Agência também orienta que o uso de canetas emagrecedoras deve ocorrer somente após avaliação médica, realização dos exames necessários e acompanhamento profissional durante o tratamento. A automedicação e a compra de medicamentos sem prescrição aumentam os riscos de efeitos adversos e complicações.

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Ressalta-se ainda que todos os serviços prestados pelos órgãos de vigilância sanitária, como protocolos e emissão de taxas, são realizados exclusivamente pelos canais oficiais e, quando há cobrança, o pagamento ocorre por meio de guia de recolhimento.

Em caso de suspeita de golpes, comercialização irregular ou venda de produtos falsificados, a população deve denunciar aos órgãos de Vigilância Sanitária, contribuindo para o combate às fraudes e para a proteção da saúde pública. Em Pernambuco pode contatar através do e-mail ouvidoria@saude.pe.gov.br, pelo telefone (81) 3184-0001, ou pelo Disque Saúde 136. 

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