Advogada morta em naufrágio havia sido pedida em casamento. Foto: Arte/Portal de Prefeitura
A advogada Maria Eduarda Carvalho de Medeiros, morta no naufrágio ocorrido no último sábado, 21 de junho, teve seu corpo encontrado na terça-feira (24). Segundo informações da família ao G1, ela havia sido pedida em casamento pelo então namorado, o médico Seráfico Pereira Cabral Junior, de 55 anos, no mesmo dia do acidente.
De acordo com Tássia Medeiros, prima da vítima, pouco antes do naufrágio, Maria Eduarda enviou um vídeo aos familiares revelando o pedido de casamento feito por Serafico.
O casal estava junto há cerca de seis meses e já havia feito a mesma viagem com destino a Muro Alto outras vezes, inclusive com o próprio Serafico conduzindo a embarcação.
Ao retomar as buscas, somando quatro dias na manhã desta terça, 24 de junho, o Grupamento Tático Aéreo (GTA) da Secretaria de Defesa Social (SDS) localizou, nas imediações da Praia de Calheitas, no Cabo de Santo Agostinho, o corpo da advogada Maria Eduarda Medeiros, vítima de um naufrágio, após a embarcação ter naufragado no mar.
O Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) foi acionado, pelo GTA SDS, para apoio após o avistamento no mar. Duas equipes da Corporação foram empregadas na operação – atuando por terra e por mar – para realizar a retirada de um corpo do sexo feminino.
Após o resgate, o corpo foi deixado aos cuidados da Polícia Militar para ser recolhido pelo Instituto de Medicina Legal (IML) onde será realizada as perícias necessárias.
Imagens feitas por populares registram o momento em que a equipe de bombeiros retiram o corpo da advogada do mar.
A posição em que foi encontrado o corpo da advogada Maria Eduarda Carvalho de Medeiros, de 38 anos, tem chamado a atenção de investigadores que apuram as circunstâncias do naufrágio ocorrido no sábado (21), entre as praias de Muro Alto e Suape, no Litoral Sul de Pernambuco.
O corpo foi localizado na manhã da terça-feira (24), na praia de Calhetas, no Cabo de Santo Agostinho.
Fontes ligadas à investigação relataram que Maria Eduarda não apresentava a chamada “postura de boxeador”, comum em mortes por afogamento. A posição, que consiste nos braços enrijecidos e projetados para frente, é frequentemente observada em casos acidentais, quando a vítima se debate antes de perder a consciência.
No caso da advogada, no entanto, o corpo foi encontrado com uma das mãos voltada para trás, a outra ao lado do corpo e uma das pernas em posição considerada incomum. Essa configuração corporal gerou atenção entre os peritos e pode indicar que outras circunstâncias tenham contribuído para o afogamento. Detalhes adicionais sobre a condição do corpo não foram divulgados pela reportagem por respeito à vítima e para não comprometer a apuração.
O caso segue sendo tratado como “morte a esclarecer” pela Polícia Civil. A expressão é usada quando não há elementos suficientes para definir a causa da morte com precisão. A classificação permite que todas as hipóteses permaneçam em aberto, sem antecipar conclusões.
Até o momento, o médico Seráfico Pereira Cabral Junior, de 55 anos, namorado da vítima e que estava com ela na embarcação, não prestou depoimento oficial à polícia.
Ainda na terça-feira, 24 de junho, a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do médico, no bairro da Jaqueira, Zona Norte do Recife. Celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos durante a ação.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia do Cabo de Santo Agostinho. A polícia apura se o médico tinha habilitação para conduzir a embarcação e se houve negligência, já que o veleiro não possuía coletes salva-vidas. A cadela da vítima, que também estava na embarcação, permanece desaparecida.
Em nota, a Polícia Civil informou que instaurou inquérito para apurar o caso:
“A Polícia Civil de Pernambuco instaurou Inquérito Policial para investigar um naufrágio ocorrido no Litoral pernambucano, no sábado (21). As investigações foram iniciadas para esclarecimento de todos os fatos. Mais informações serão divulgadas em momento oportuno, para não atrapalhar as diligências, que estão em andamento.”
O Plantão Judiciário do Cabo de Santo Agostinho, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), negou o pedido de cremação do corpo da advogada Maria Eduarda Carvalho de Medeiros, de 38 anos, vítima de um acidente náutico no último sábado (21), na Praia de Suape, no Cabo de Santo Agostinho.
A Polícia Civil investiga o caso.
O pedido foi feito pela mãe da vítima, que alegou urgência em razão do velório e da cremação estarem agendados para a terça-feira (24).
A solicitação foi acompanhada da declaração de óbito, em que um médico legista apontou a causa da morte como "asfixia mecânica por afogamento", caracterizada pela obstrução das vias respiratórias pela entrada de líquido.
No entanto, ao analisar o caso, a juíza Danielle Christine Silva Melo Burichel considerou que, por se tratar de uma morte violenta, como acidentes ou homicídios, a declaração de óbito não substitui o laudo pericial tanatoscópico.
"Este último [laudo pericial tanatoscópico] é o documento técnico que descreve pormenorizadamente o exame cadavérico, os achados periciais e as conclusões técnico-científicas e a metodologia aplicada que subsidiam a causa da morte. A sua finalidade transcende a mera atestação do óbito, sendo crucial para a formação da prova em eventuais investigações criminais ou cíveis, assegurando que a cremação não prejudicará tais apurações", destacou a magistrada.
Ela também afirmou que a ausência do documento nos autos impede a formação de convicção quanto a não haver necessidade de preservação do corpo, "especialmente considerando a instauração de inquérito policial para apurar as circunstâncias da morte".
A juíza determinou que a mãe da advogada apresente, em até cinco dias, o laudo pericial tanatoscópico emitido pelo IML, e requisitou com urgência informações sobre o andamento do inquérito e do laudo ao Instituto de Medicina Legal (IML) e à 43ª Delegacia de Porto de Galinhas.
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