Advogada que faleceu após naufrágio em Suape. Foto: Reprodução
A posição em que foi encontrado o corpo da advogada Maria Eduarda Carvalho de Medeiros, de 38 anos, tem chamado a atenção de investigadores que apuram as circunstâncias do naufrágio ocorrido no sábado (21), entre as praias de Muro Alto e Suape, no Litoral Sul de Pernambuco.
O corpo foi localizado na manhã da terça-feira (24), na praia de Calhetas, no Cabo de Santo Agostinho.
Fontes ligadas à investigação relataram que Maria Eduarda não apresentava a chamada “postura de boxeador”, comum em mortes por afogamento. A posição, que consiste nos braços enrijecidos e projetados para frente, é frequentemente observada em casos acidentais, quando a vítima se debate antes de perder a consciência.
No caso da advogada, no entanto, o corpo foi encontrado com uma das mãos voltada para trás, a outra ao lado do corpo e uma das pernas em posição considerada incomum. Essa configuração corporal gerou atenção entre os peritos e pode indicar que outras circunstâncias tenham contribuído para o afogamento. Detalhes adicionais sobre a condição do corpo não foram divulgados pela reportagem por respeito à vítima e para não comprometer a apuração.
O caso segue sendo tratado como “morte a esclarecer” pela Polícia Civil. A expressão é usada quando não há elementos suficientes para definir a causa da morte com precisão. A classificação permite que todas as hipóteses permaneçam em aberto, sem antecipar conclusões.
Até o momento, o médico Seráfico Pereira Cabral Junior, de 55 anos, namorado da vítima e que estava com ela na embarcação, não prestou depoimento oficial à polícia.
Ainda na terça-feira, 24 de junho, a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do médico, no bairro da Jaqueira, Zona Norte do Recife. Celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos durante a ação.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia do Cabo de Santo Agostinho. A polícia apura se o médico tinha habilitação para conduzir a embarcação e se houve negligência, já que o veleiro não possuía coletes salva-vidas. A cadela da vítima, que também estava na embarcação, permanece desaparecida.
Em nota, a Polícia Civil informou que instaurou inquérito para apurar o caso:
“A Polícia Civil de Pernambuco instaurou Inquérito Policial para investigar um naufrágio ocorrido no Litoral pernambucano, no sábado (21). As investigações foram iniciadas para esclarecimento de todos os fatos. Mais informações serão divulgadas em momento oportuno, para não atrapalhar as diligências, que estão em andamento.”
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