Violência e corrupção seguem como maiores preocupações dos brasileiros, diz pesquisa Foto: Reprodução/IA/Google Gemini
O levantamento What Worries the World, realizado pela Ipsos/Ipec no mês de maio, mostra que crime e violência seguem como a principal preocupação dos brasileiros, citados por 48% dos entrevistados. O índice teve leve alta de um ponto porcentual em relação a abril e avançou sete pontos na comparação anual.
Corrupção e desigualdade social aparecem quase empatadas na sequência, com 37% e 36% das menções, respectivamente - queda de dois pontos porcentuais no mês, no primeiro caso, e estabilidade, no segundo. Saúde vem logo depois, com 35%, também estável, seguida por impostos, que avançou três pontos e chegou a 29%. Em geral, o ranking das preocupações pouco mudou em relação ao levantamento anterior.
No entanto, segundo o CEO da Ipsos Brasil, Diego Pagura, a percepção dos brasileiros sobre o rumo do País apresentou melhora relevante. A parcela dos entrevistados que avalia que o Brasil está na direção certa subiu para 39%, alta de sete pontos porcentuais em relação a abril e de dois pontos na comparação anual. Ainda assim, 61% dos respondentes consideram que o País está no caminho errado.
A avaliação da economia também melhorou, ainda que apresente cenário geral desfavorável. A percepção positiva sobre a situação econômica brasileira chegou a 35%, avanço de quatro pontos porcentuais no mês. Em contrapartida, 65% avaliam as condições atuais como negativas. "Trata-se de um dos movimentos mais expressivos observados recentemente e que sugere um humor um pouco menos negativo em relação ao País", afirma.
Para Pagura, embora as principais preocupações dos brasileiros permaneçam praticamente inalteradas, a melhora na avaliação sobre os rumos do País sugere um ambiente um pouco menos negativo do que o observado nos meses anteriores, apesar de distante de um otimismo consolidado.
As desigualdades estruturais, aliadas à criminalidade em geral e ao forte preconceito racial existente no Brasil, fazem com que a violência letal contra pessoas negras permaneça em um patamar elevado, de acordo com o Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira, 26 de maio, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Só em 2024, foram registrados 32.820 homicídios de pessoas negras, correspondendo a 77% do total de homicídios do país. A taxa verificada foi 27,3 mortes para cada grupo de 100 mil pessoas negras, o que significa 89,9 pessoas negras assassinadas por dia no país.
Entre não negros, categoria que abrange brancos, amarelos e indígenas, foram contabilizados 9.234 casos nesse ano, à taxa de 10,1 homicídios por grupo de 100 mil pessoas não negras. De acordo com o estudo, a taxa de mortalidade por homicídio entre negros no Brasil supera em 170,3% a registrada entre não negros.
Estadão Conteúdo
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A ANSN, que afirma ter tomado conhecimento dos fatos por meio de uma denúncia anônima, informou que foram solicitadas informações ao Ipen para verificação dos fatos relatados.
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