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Nova greve dos caminhoneiros? Categoria organiza "reunião emergencial" devido ao aumento do ICMS

A principal preocupação é o impacto direto desses aumentos nos custos operacionais, no preço do frete e, consequentemente, na inflação.

Everthon Santos

31 de janeiro de 2025 às 14:15   - Atualizado às 14:15

Greve dos caminhoneiros em 2018.

Greve dos caminhoneiros em 2018. Foto: Divulgação

Diante do aumento do ICMS sobre combustíveis, previsto para entrar em vigor neste sábado, 1º de fevereiro, a categoria dos caminhoneiros organizou uma reunião emergencial.

A principal preocupação é o impacto direto desses aumentos nos custos operacionais, no preço do frete e, consequentemente, na inflação.

Embora a Petrobras ainda não tenha confirmado um novo reajuste, a incerteza sobre o valor do combustível tem gerado grande preocupação entre os motoristas e transportadoras.

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Além disso, o anúncio da elevação do ICMS, já aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) no ano passado, intensificou o receio de que o setor enfrente uma nova crise econômica.

A ameaça de uma paralisação nacional

O governo acompanha a movimentação dos caminhoneiros com atenção, já que o histórico da greve de 2018 ainda causa preocupação no meio político e empresarial.

Naquele ano, a paralisação provocou um colapso no abastecimento, impactou a inflação e resultou em prejuízos bilionários para diversos setores.

Agora, diante do novo cenário, a categoria avalia a necessidade de uma mobilização nacional, caso não sejam adotadas medidas para conter os efeitos do aumento tributário e do possível reajuste do diesel.

Representantes dos caminhoneiros alertam que os sucessivos aumentos nos combustíveis tornam a atividade inviável, reduzindo os ganhos e elevando os custos do transporte de mercadorias.

Reações no governo e impactos econômicos

Com o risco de uma nova paralisação, o governo já se mobiliza para evitar uma crise. O setor de transporte rodoviário de cargas tem um papel estratégico na economia e qualquer interrupção pode gerar efeitos imediatos. Além disso, especialistas alertam que um aumento no preço dos combustíveis pode acelerar a inflação, encarecendo produtos essenciais para a população.

A preocupação com um possível efeito cascata já levou integrantes do governo a monitorar a situação de perto. Por isso, a expectativa é que reuniões sejam realizadas nos próximos dias para discutir alternativas que minimizem os impactos no setor de transportes.

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