Nepobaby? Filho de Deolane movimentou R$ 11 milhões mesmo desempregado Foto: Reprodução
Giliard Vidal dos Santos, filho mais velho da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, foi alvo de um mandado de busca e apreensão nesta semana. A ação ocorreu durante a deflagração da Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) com o apoio da Polícia Civil, que apura supostos crimes de lavagem de dinheiro ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo o inquérito, Giliard teria movimentado mais de R$ 11 milhões em suas contas bancárias entre julho de 2022 e maio de 2024, apesar de não registrar histórico de ocupação formal ou atividade empresarial que justificasse os valores. Além disso, a investigação aponta que ele movimentou mais de R$ 6 milhões em um período no qual declarava apenas R$ 32.900,00 em rendimentos.
O relatório policial, que também cita a influenciadora como suposta integrante da organização, destaca que o fluxo financeiro indica um padrão comum a crimes de "ocultação, dissimulação e pulverização de capitais", manobras frequentemente associadas a esquemas de lavagem de dinheiro.
A Polícia Civil de São Paulo apontou a advogada Deolane Bezerra dos Santos como integrante da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o documento, a influenciadora era peça importante na lavagem de dinheiro da organização criminosa.
Deolane teria recebido valores de uma transportadora adiquirida pelo PCC, a mando de Marcola e de Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, seu irmão, o Marcolinha.
A comprovação do envolvimento de Deolane ocorreu a partir da identificação de um suspeito chamado Everton. A apuração encontrou ligações diretas entre os dois, revelando que a advogada, até então tida apenas como defensora jurídica de membros da facção, figurava como uma das beneficiárias diretas de repasses financeiros da transportadora, que era gerida por um homem identificado como Ciro.
Foi a identificação de Everton que, de certa maneira, levou à comprovação de que Deolane Bezerra dos Santos integra a facção e funciona como importante pela na lavagem de capitais ali desenvolvida. A apuração encontrou ligação entre Everton e Deolane Bezerra dos Santos, até então tida apenas como advogada de integrantes do crime organizada, colhendo inicialmente apontamento de que Deolane figuraria dentre os beneficiários diretos dos repasses financeiros provenientes daquela transportadora gerida por Ciro, sob mando dos irmãos Camacho.
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Moraes havia solicitado que os dois casos fossem levados conjuntamente ao plenário, sob o argumento de que a análise separada poderia gerar decisões contraditórias e tumulto processual.
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