Influenciadora Deolane Bezerra. Foto: Reprodução / Instagram
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra abriu 35 empresas em um mesmo endereço no interior de São Paulo, segundo informações divulgadas pelo promotor de Justiça Lincoln Gakiya. A declaração aconteceu durante as investigações da Operação Vérnix, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com o promotor, a criação das empresas teria como objetivo dificultar o rastreamento de patrimônio e movimentações financeiras pelas autoridades. O endereço utilizado para registrar dezenas de companhias fica em uma residência localizada na cidade de Martinópolis, no interior paulista.
Segundo a investigação, Deolane também teria aberto outras duas empresas por meio de um contador em um endereço na cidade de Santa Anastácia. Além disso, os investigadores identificaram registros de empresas em endereços considerados fictícios, incluindo imóveis localizados em Ribeirão Preto.
Lincoln Gakiya afirmou que a prática representa um dos principais desafios enfrentados pelas autoridades em investigações envolvendo organizações criminosas e lavagem de dinheiro. O promotor declarou que grupos criminosos utilizam empresas para criar diversas camadas de movimentações financeiras, dificultando o acompanhamento da origem dos recursos.
“Eu quero registrar aqui, que esse é um problema muito grande da abertura de empresas, que eu chamo até de pejotização do crime organizado. Eles criam empresas para gerar várias camadas e poder ter uma ocultação de patrimônio”, afirmou o promotor durante declaração sobre o caso.
A prisão de Deolane aconteceu na manhã da quinta-feira, 21 de maio, em uma mansão localizada em Alphaville, na Grande São Paulo. O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil coordenaram a operação que investiga um esquema milionário de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao PCC.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam pelo menos quatro carros de luxo no imóvel da influenciadora. A operação também realizou buscas em outros endereços ligados aos investigados.
Segundo os investigadores, Deolane passou a ser alvo da operação após análises financeiras identificarem movimentações consideradas incompatíveis com os registros apresentados oficialmente. A investigação analisou depósitos realizados em contas vinculadas à influenciadora entre os anos de 2018 e 2021.
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