Segundo os promotores, continuam presentes os requisitos necessários para a manutenção da prisão preventiva, principalmente para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal.
21 de agosto de 2026 às 18:05 - Atualizado às 18:16
Deolane Bezerra presa Foto: Reprodução / SBT
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu à Justiça, nesta quinta-feira, 20 de agosto, a manutenção da prisão preventiva da influenciadora e advogada Deolane Bezerra e dos demais réus da Operação Vérnix. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
O pedido foi apresentado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Segundo os promotores, continuam presentes os requisitos necessários para a manutenção da prisão preventiva, principalmente para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal.
A solicitação ocorre porque a legislação determina que prisões preventivas sejam reavaliadas periodicamente, a cada 90 dias. Deolane está presa preventivamente desde 21 de maio de 2026.
De acordo com a denúncia apresentada pelo MP, a organização criminosa investigada seria dividida em três núcleos: decisório, operacional e financeiro. O primeiro seria integrado por Marco Willians Herbas Camacho, apontado como chefe do PCC, e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior. Segundo a acusação, Deolane faria parte do núcleo financeiro.
No pedido apresentado à Justiça, o Gaeco afirma que Deolane seria a “principal integrante do núcleo financeiro” da organização investigada. Conforme a Promotoria, ela teria atuado na ocultação e dissimulação de recursos de origem ilícita por meio de contas bancárias ligadas a ela e às empresas que mantinha, além da conversão desses valores em bens de alto valor econômico.
A acusação também considera relevante o fato de dois denunciados, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, permanecerem foragidos. Para o Ministério Público, essa situação reforça a necessidade de manutenção das prisões preventivas para garantir a aplicação da lei penal.
Segundo a denúncia, os investigados fariam parte de uma organização criminosa voltada à ocultação e à dissimulação de valores provenientes de atividades ilícitas atribuídas ao PCC. A investigação inclui análises de documentos fiscais e bancários, além de relatórios técnicos. De acordo com o MP, os materiais apontariam movimentações de grandes quantias e a transformação desses recursos em ativos com aparência de origem legal.
A acusação sustenta ainda que o grupo teria utilizado empresas de fachada e pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para dificultar a identificação da origem dos valores.
A situação de Deolane também foi analisada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Em julho, a Corte negou, por unanimidade, um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da advogada.
Na ocasião, a relatora, desembargadora Renata Cantello, avaliou que os argumentos apresentados pela defesa e por um relatório da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) não demonstravam ilegalidade na prisão preventiva nem justificavam a substituição da medida por prisão domiciliar.
Segundo a magistrada, as alegações apresentadas representavam insatisfações relacionadas ao regime de reclusão e a questões administrativas internas. Deolane está com a inscrição na OAB suspensa desde a decretação da prisão preventiva.
O novo pedido do Ministério Público será analisado pela Justiça, que deverá decidir sobre a manutenção ou não da prisão preventiva da influenciadora e dos demais réus da Operação Vérnix.
*Nota da redação: Este texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial a partir de informações apuradas e revisado pela equipe editorial.
1
2
4
19:05, 21 Ago
26
°c
Fonte: OpenWeather
Homem de 44 anos teria puxado, sacudido e derrubado a menina; mãe também relatou ter sido agredida durante a ocorrência
A validade da candidatura de Marçal ainda será analisada pela Justiça Eleitoral. O candidato está inelegível até 2032 em razão de uma condenação mantida pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).
A restrição havia sido imposta depois do ministro do STF apontar o descumprimento de medidas cautelares pelo ex-presidente. A determinação não alcançava compromissos com advogados e atendimentos médicos.
mais notícias
+