A advogada permanece presa preventivamente no âmbito da Operação Vérnix, investigação que apura supostas ligações com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC)
Deolane Bezerra segue presa Foto: Reprodução
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu, por unanimidade, neste sábado, 18 de julho, negar um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra. Com a decisão, ela permanece presa preventivamente no âmbito da Operação Vérnix, investigação que apura supostas ligações com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
A operação investiga um esquema que envolve suspeitas de exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro proveniente do crime organizado. De acordo com as investigações, Deolane é apontada como suspeita de participação em atividades relacionadas ao grupo criminoso, circunstâncias que fundamentaram a decretação de sua prisão preventiva.
O julgamento do novo pedido ocorreu no Tribunal de Justiça paulista e resultou na manutenção da medida cautelar. Os desembargadores acompanharam o voto da relatora do caso, desembargadora Renata Cantello, que entendeu não haver elementos capazes de justificar a revogação da prisão ou sua substituição por prisão domiciliar.
Ao fundamentar seu voto, a magistrada destacou que os argumentos apresentados pela defesa e pelo relatório elaborado pela Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) não demonstram qualquer ilegalidade na manutenção da custódia preventiva.
As inconformidades apontadas pela impetração e pelo relatório da OAB/SP caracterizam meras insatisfações com a rigidez natural do regime de reclusão e questões de gestão administrativa interna, incapazes de indicar ilegalidade da custódia preventiva ou de justificar a concessão de prisão domiciliar”, afirmou a desembargadora Renata Cantello durante o julgamento.
Leia Também
Veja Também
A relatora também observou que a condição profissional de Deolane não altera o entendimento da Corte sobre a necessidade da prisão preventiva. Segundo a magistrada, a influenciadora está com sua inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil suspensa desde a decretação da prisão, motivo pelo qual não exerce atualmente a advocacia.
Com a decisão unânime do TJ-SP, permanece válida a prisão preventiva decretada contra Deolane Bezerra, enquanto as investigações da Operação Vérnix prosseguem. A defesa da influenciadora ainda poderá recorrer da decisão às instâncias superiores, buscando reverter a manutenção da medida cautelar durante o andamento do processo.
2
3
4
22:35, 16 Ago
26
°c
Fonte: OpenWeather
Empresário declarou valor 43 vezes maior que o informado à Justiça Eleitoral em 2024; maior parte está em aplicação financeira
A nova estimativa será utilizada como referência no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027.
A bolada aumentou depois que nenhum apostador conseguiu acertar as seis dezenas do concurso 3.044, realizado na quinta-feira, 13 de agosto.
mais notícias
+