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Ministério Público determina que tradicional colégio católico acabe com missas obrigatórias

O MP estipulou um prazo de 20 dias para que a direção comprove a flexibilização das normas, sob pena de responder judicialmente.

Cami Cardoso

11 de julho de 2026 às 11:23   - Atualizado às 22:20

Colégio católico Salesiano

Colégio católico Salesiano Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Uma tradicional escola católica privada de Juazeiro do Norte virou alvo de uma recomendação do Ministério Público do Ceará (MPCE) devido à realização de cultos e rituais religiosos no ambiente escolar.

A Promotoria de Justiça determinou que o Colégio Salesiano São João Bosco deixe de exigir a presença de alunos em missas e celebrações católicas, estipulando um prazo de 20 dias para que a direção comprove a flexibilização das normas, sob pena de responder judicialmente.

“O objetivo é evitar que alunos sejam constrangidos a participar de práticas religiosas, respeitando a diversidade de convicções no ambiente escolar”, justificou o MPCE.

O órgão fundamentou a cobrança na liberdade constitucional de crença. A determinação prevê que a instituição, fundada na década de 1940, crie uma programação de estudos alternativa para os estudantes que optarem por não participar dos rituais católicos durante o horário letivo, garantindo que não haja prejuízos nas notas ou no aprendizado. Com isso, a promotoria busca blindar os alunos contra eventuais constrangimentos institucionais.

Por outro lado, a direção do Salesiano defendeu publicamente sua proposta pedagógica. Em nota, a escola ressaltou que sua essência é historicamente ligada à atividade pastoral e confessional:

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“Seguimos firmes no propósito de oferecer um ambiente seguro, acolhedor e respeitoso, unindo excelência acadêmica, desenvolvimento humano e os valores que inspiram a formação de bons cristãos e honestos cidadãos.”

Leitura da Bíblia como recurso pedagógico em escolas públicas e privadas

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), sancionou uma lei que inclui a Bíblia Sagrada como recurso paradidático nas escolas públicas e particulares da capital. A publicação foi realizada no Diário Oficial da cidade nesta quarta-feira (12) e segue proposta apresentada pelo vereador Kênio Rezende (PRD).

De acordo com o texto da lei, a Bíblia poderá ser utilizada em diversas disciplinas e projetos pedagógicos, como História, Literatura, Ensino Religioso, Artes e Filosofia. A medida visa oferecer aos estudantes uma abordagem mais ampla de conteúdos culturais e literários, usando histórias bíblicas para estimular a reflexão e o aprendizado.

Segundo a proposta, a utilização da Bíblia nas escolas será opcional e adaptada ao currículo pedagógico de cada instituição, respeitando o direito de pais e responsáveis de decidirem sobre a participação de seus filhos em atividades que envolvam leitura religiosa.

Objetivos e impactos da lei

A lei pretende ampliar o repertório cultural e literário dos alunos, permitindo que os conteúdos bíblicos sejam analisados de forma crítica e contextualizada. O prefeito Bruno Reis destacou que a medida busca enriquecer a experiência educacional, sem promover doutrinação religiosa:

“O objetivo é oferecer mais um recurso pedagógico, que contribua para a formação integral dos estudantes”, afirmou.

Especialistas em educação apontam que o uso de textos religiosos em sala de aula, quando realizado de forma interdisciplinar e crítica, pode estimular habilidades como interpretação de texto, análise histórica e debate filosófico. No entanto, também destacam a importância de garantir o respeito à diversidade religiosa entre os alunos.

Aplicação prática nas escolas

Conforme a lei, os professores poderão desenvolver atividades envolvendo contação de histórias, análises literárias, debates filosóficos e projetos artísticos com base nas narrativas bíblicas. A expectativa é que essa abordagem interdisciplinar fortaleça a compreensão de valores históricos e culturais presentes na sociedade.

O vereador Kênio Rezende, autor da proposta, ressaltou que a iniciativa pretende “aproximar os estudantes do patrimônio literário e cultural que a Bíblia representa, incentivando o pensamento crítico e reflexivo”.

Com a publicação da lei, Salvador passa a integrar um grupo crescente de cidades que utilizam textos religiosos como instrumentos pedagógicos, reforçando o debate sobre educação, cultura e pluralidade de conhecimentos nas escolas.

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