Michelle ao lado do ex-presidente após ex-presidente Jair Bolsonaro Foto: Reprodução / Redes Sociais
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) classificou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro (PL) e outras 33 pessoas como um caso de "tortura psicológica" e afirmou que o ex-presidente é inocente.
“Estão tentando justificar tudo com base em uma delação que, aparentemente, foi obtida por meio de ameaças e práticas que mais se assemelham a uma tortura psicológica, um pau de arara do século XXI”, declarou Michelle em entrevista ao Antagonista.
A denúncia apresentada pela PGR aponta a suposta participação de Bolsonaro na elaboração de um plano para um golpe de Estado após a eleição de 2022.
Para Michelle, porém, o avanço das investigações tem o objetivo de "disfarçar" os índices de desaprovação do atual governo.
“Essas coisas parecem surgir para tentar disfarçar as trapalhadas do governo”, disse a ex-primeira-dama.
Ela também criticou o sistema judiciário brasileiro, alegando que ele está "fragilizado" e que nunca antes os direitos fundamentais foram "tão violados".
“As ilegalidades cometidas estão sendo escancaradas ao mundo e podem trazer consequências. Meu marido é inocente. Não há e nem haverá nenhuma prova contra ele, porque elas não existem”, concluiu.
Bolsonaro foi denunciado, no dia 18 de fevereiro, na Petição (PET) 12100, com mais 33 pessoas.
As denúncias são por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado e organização criminosa armada.
Entre outros pontos, a defesa alegou que não teve acesso integral às provas produzidas durante a investigação.
Pediu a extensão do prazo de 15 para 83 dias, tempo que a PGR teve para analisar o relatório da Polícia Federal, ou a sua duplicação.
Requereu ainda o direito de se manifestar apenas após a apresentação da defesa prévia do colaborador, o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens da Presidência da República Mauro Cid.
1
2
3
03:02, 14 Set
25
°c
Fonte: OpenWeather
Moraes havia solicitado que os dois casos fossem levados conjuntamente ao plenário, sob o argumento de que a análise separada poderia gerar decisões contraditórias e tumulto processual.
Ele foi preso de setembro de 2025 pela Operação Zargun, que apurava, entre outros fatos, a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico de armas, de drogas, além de corrupção.
Períodos de temperaturas elevadas, baixa umidade e queimadas exigem maior esforço do organismo para controlar a temperatura corporal.
mais notícias
+