Com um histórico de mais de 100 fraturas, ele agora enfrenta uma nova batalha: conseguir na Justiça o reconhecimento do direito a um benefício assistencial
Homem grava vídeo em desabafo a situação de INSS Foto: Reprodução
Um homem diagnosticado com osteogênese imperfeita, doença genética rara conhecida popularmente como “ossos de vidro”, relatou em vídeo um desabafo de como tem sido sua vida marcada por desafios desde os primeiros meses de vida.
Com um histórico de mais de 100 fraturas, ele agora enfrenta uma nova batalha: conseguir na Justiça o reconhecimento do direito a um benefício assistencial negado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A primeira fratura aconteceu quando ele tinha apenas dois meses de idade. Desde então, a fragilidade óssea provocada pela doença passou a fazer parte de sua rotina, exigindo cuidados constantes e impondo limitações que afetam sua qualidade de vida.
A osteogênese imperfeita é uma condição hereditária que compromete a formação dos ossos, tornando-os extremamente vulneráveis a quebras. Apesar de existirem tratamentos que ajudam a reduzir complicações e melhorar a mobilidade dos pacientes, a doença não tem cura.
Mesmo diante desse quadro permanente, o pedido de benefício apresentado ao INSS foi negado. Conforme a avaliação realizada pelo órgão, a deficiência teria sido enquadrada como leve e haveria perspectiva de recuperação em curto prazo.
A decisão causou surpresa e revolta. Isso porque a condição é reconhecida pela medicina como crônica e irreversível, acompanhando o paciente por toda a vida. Além das dores e das consequências deixadas pelas inúmeras fraturas, o homem convive diariamente com o risco de novos acidentes e com as restrições impostas pela enfermidade.
Sem o auxílio solicitado, ele agora busca reverter a decisão na esfera judicial. O caso levanta discussões sobre os critérios utilizados na concessão de benefícios para pessoas com doenças raras e deficiências permanentes, especialmente quando as limitações nem sempre são visíveis, mas impactam diretamente a autonomia e a sobrevivência dos pacientes.
Enquanto aguarda uma definição, ele segue enfrentando não apenas os desafios impostos pela própria doença, mas também uma longa disputa burocrática em busca de um direito que considera fundamental para viver com dignidade.
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