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Havan é condenada a indenizar ex-funcionária por assédio eleitoral pela Justiça do Trabalho

A justiça considerou comprovada a pressão no ambiente de trabalho para que os funcionários não manifestassem apoio a partidos políticos contrários ao apoiado pelo empresário Luciano Hang.

Fernanda Diniz

10 de abril de 2025 às 13:20   - Atualizado às 13:38

Luciano Hang, dono da Havan.

Luciano Hang, dono da Havan. Foto: Reprodução / Redes sociais

A empresa Havan, do empresário Luciano Hang, foi condenada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região a pagar uma indenização de R$ 5.960 a uma ex-funcionária por assédio eleitoral. A decisão é de fevereiro, e a empresa recorreu da sentença.

O juiz Fabrício Martins Veloso considerou comprovada a pressão no ambiente de trabalho para que os funcionários não manifestassem apoio a partidos políticos contrários ao apoiado por Hang. O empresário fez campanha para o ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL.

A ex-funcionária trabalhou na unidade da Havan em Jacareí, no interior de São Paulo, entre outubro de 2019 e abril de 2022. Ela relatou que a gerente da loja deixava claro que não aceitava conversas políticas contrárias a Bolsonaro e dizia abertamente que o estabelecimento poderia fechar caso Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), vencesse as eleições de 2022. Segundo o relato, uma colega teria sido demitida por fazer críticas ao ex-presidente Bolsonaro.

Outro ponto citado foi a ausência do número 13, associado ao PT, nos armários e caixas registradoras da loja, o que, para o juiz, reforça a ocorrência de "constrangimento abusivo".

Na defesa no caso, a Havan negou qualquer tipo de assédio e afirmou que a funcionária jamais foi exposta a constrangimentos. Em relação às manifestações políticas de Luciano Hang, declarou que sempre se deram no âmbito de sua liberdade de expressão, não se caracterizando como ameaças.

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A defesa da Havan acrescentou que a ausência do número 13 nos caixas ocorre por razões pessoais de Hang desde a fundação da Havan, em 1986. Ou seja, não teria relação com o PT.

A empresa também afirmou que normas internas proíbem discussões políticas entre funcionários e que a ex-funcionária não teria apresentado provas robustas de dano moral.

A Havan recorreu da sentença, e o pedido ainda não foi a julgamento. Procurado pelo Estadão, o advogado Marcos Malhadas Junior, que representa a empresa, afirmou que não comenta os casos de seus clientes.

Outras condenações por assédio eleitoral

A empresa de Hang já foi condenada pelo mesmo caso em processos anteriores. Em maio de 2024, a Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) rejeitou um recurso da empresa contra o pagamento de indenização a um vendedor por assédio eleitoral.

Em sua denúncia, o vendedor disse que a empresa obrigava seus funcionários a usar como uniforme uma camiseta com as cores e o slogan de campanha de um dos candidatos à Presidência da República. Segundo ele, no período da campanha eleitoral, a gerente passou a transmitir lives em que o dono da empresa ameaçava de demissão os funcionários que não votassem em seu candidato.

A Havan considerou "absurdas" as alegações do vendedor. Segundo a empresa, seu proprietário "jamais escondeu suas ideologias partidárias, mas jamais obrigou qualquer funcionário a se posicionar a seu favor".
 

Estadão Conteúdo 

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