Além da avaliação sobre a classificação das facções, a pesquisa buscou medir a percepção da população sobre a possível participação do senador Flávio Bolsonaro no processo.
10 de junho de 2026 às 11:01 - Atualizado às 11:03
Levantamento. Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Reprodução/Inteligência Artificial
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 10 de junho, revelou que a maioria dos brasileiros apoia a classificação de facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas pelo governo federal. Segundo o levantamento, 60% dos entrevistados concordam com a medida, enquanto 29% são contrários. Outros 11% disseram não saber ou preferiram não responder.
O estudo também avaliou a opinião da população sobre a decisão adotada pelos Estados Unidos em relação às facções brasileiras. Nesse caso, os resultados mostram um cenário dividido. Para 45% dos entrevistados, o governo norte-americano agiu corretamente ao classificar os grupos criminosos como organizações terroristas. O mesmo percentual, 45%, discorda da medida. Já 10% não souberam responder ou optaram por não opinar.
O tema ganhou destaque após o governo dos Estados Unidos oficializar, em junho, a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. A decisão foi anunciada pela gestão do presidente Donald Trump no fim de maio e repercutiu tanto no Brasil quanto no cenário internacional.
Além da avaliação sobre a classificação das facções, a pesquisa buscou medir a percepção da população sobre a possível participação do senador Flávio Bolsonaro no processo que resultou na decisão americana.
De acordo com os dados, 47% dos entrevistados acreditam que o parlamentar teve influência na medida adotada pelos Estados Unidos. Em contrapartida, 37% afirmam que ele não participou ou não exerceu influência sobre a decisão. Outros 16% não souberam responder ou preferiram não se posicionar.
A discussão sobre o papel de Flávio Bolsonaro ganhou força após a divulgação de um encontro entre o senador brasileiro e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. A reunião ocorreu um dia antes do anúncio relacionado às facções criminosas.
O levantamento também investigou o nível de conhecimento da população sobre esse encontro. Os resultados mostram que o assunto alcançou metade dos brasileiros entrevistados. Segundo a pesquisa, 50% afirmaram ter conhecimento da reunião entre Flávio Bolsonaro e representantes do governo dos Estados Unidos realizada no fim de maio. Os outros 50% disseram não ter tomado conhecimento do encontro.
A decisão norte-americana gerou diferentes avaliações entre especialistas e autoridades. Parte dos analistas da área de segurança pública considera que a classificação de organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas pode gerar debates sobre soberania nacional e sobre a atuação de governos estrangeiros em questões relacionadas à segurança interna do Brasil.
Por outro lado, defensores da medida argumentam que a classificação pode fortalecer mecanismos de cooperação internacional no combate ao crime organizado, facilitando ações conjuntas entre países para investigar, monitorar e combater atividades ligadas às facções.
Outro ponto abordado pela pesquisa foi a relação política entre o Brasil e os Estados Unidos. O questionário incluiu perguntas sobre a percepção dos eleitores em relação aos vínculos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (RJ-PL)com o presidente americano Donald Trump.
A pesquisa Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho de 2026. O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.
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Os números refletem as respostas dos entrevistados no período da coleta e representam um retrato das preferências e rejeições
Outros 7,4% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos nomes apresentados
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