Notas de dinheiro. Foto: José Cruz/Agência Brasil
A arrecadação federal alcançou R$ 2,019 trilhões entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 22 de setembro, pela Receita Federal.
O resultado representa crescimento real de 7,12% na comparação com os oito primeiros meses de 2025, já descontada a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O desempenho foi impulsionado por diferentes fontes de receitas administradas pelo governo federal. Entre os principais fatores apontados pela Receita Federal estão o aumento na arrecadação das contribuições destinadas à Previdência Social, do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
Segundo a análise divulgada pelo órgão, o avanço das vendas contribuiu para o aumento na arrecadação desses tributos durante o período.
Somente em agosto, a arrecadação federal alcançou R$ 235,5 bilhões. O montante representa crescimento real de 8,25% em relação ao mesmo mês do ano passado, também considerando a variação da inflação no período.
Do total arrecadado em agosto, R$ 227,8 bilhões correspondem às receitas administradas pela Receita Federal, excluindo os fatores não recorrentes e os efeitos de alterações na legislação.
O resultado mensal também foi influenciado pelo desempenho de tributos relacionados à renda e aos lucros das empresas. A Receita Federal destacou o crescimento na arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ).
Outro componente apontado como determinante para o resultado foi a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A evolução desses tributos contribuiu para o desempenho registrado pela arrecadação federal ao longo dos oito primeiros meses do ano.
Os números divulgados pela Receita mostram, portanto, que o crescimento da arrecadação no período não ficou concentrado em apenas uma fonte de receita. O resultado reúne o desempenho de contribuições e impostos ligados à atividade econômica, à renda e aos lucros.
Entre os fatores que tiveram destaque especificamente no resultado de agosto está o Imposto de Exportação incidente sobre óleo bruto.
Em agosto, a arrecadação desse imposto chegou a R$ 1,9 bilhão. No acumulado entre janeiro e agosto de 2026, o tributo somou R$ 9,9 bilhões.
O desempenho do imposto sobre a exportação de óleo bruto ajudou a compor o resultado registrado no mês e também aparece entre os fatores de destaque no acumulado do ano.
Com os números de agosto, a arrecadação federal chegou a R$ 2,019 trilhões nos oito primeiros meses de 2026. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o crescimento real foi de 7,12%, de acordo com os dados apresentados pela Receita Federal.
O resultado mensal, por sua vez, registrou alta real de 8,25% em relação a agosto de 2025. Os dados divulgados nesta terça-feira permitem acompanhar a evolução das receitas federais no decorrer de 2026, com destaque para a contribuição da Previdência Social, PIS, Cofins, IRRF, IRPJ, CSLL e do Imposto de Exportação sobre óleo bruto.
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