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Deolane Bezerra: STJ nega pedido de liberdade de influenciadora suspeita de ligação com PCC

A investigação aponta suspeitas de que a advogada tenha participado de práticas de lavagem de dinheiro, associação com o tráfico de drogas e integração à organização criminosa.

Ricardo Lélis

09 de junho de 2026 às 16:52   - Atualizado às 16:52

Deolane Bezerraa.

Deolane Bezerraa. Foto: Reprodução

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou nesta terça-feira, 9 de junho, um pedido de liberdade apresentado pela influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, que está presa preventivamente desde o dia 21 de maio no âmbito de uma investigação sobre suposta ligação com o crime organizado.

Deolane foi alvo de uma operação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil de São Paulo que apura um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ao analisar o recurso, os ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Maria Marluce Caldas e Messod Azulay Neto entenderam que o STJ não deve intervir neste momento, uma vez que ainda existem pedidos de liberdade pendentes de julgamento nas instâncias inferiores da Justiça paulista.

A investigação aponta suspeitas de que a influenciadora tenha participado de práticas de lavagem de dinheiro, associação com o tráfico de drogas e integração à organização criminosa.

A defesa sustentou que a prisão preventiva não atende aos requisitos legais exigidos para sua manutenção. Os advogados argumentaram que não há risco concreto à ordem pública, à instrução processual ou à aplicação da lei penal, além de afirmarem que os elementos de prova já foram recolhidos pelas autoridades.

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Apesar de negar o pedido, os ministros recomendaram ao Tribunal de Justiça de São Paulo que dê maior celeridade à análise dos recursos apresentados pela defesa de Deolane Bezerra.

Marcola e Deolane Bezerra são indiciados

O líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola, e a influenciadora digital Deolane Bezerra foram formalmente indiciados pela Polícia Civil de São Paulo.

O indiciamento, que também atinge outros cinco suspeitos, consta no relatório final da Operação Vérnix, concluído no dia 9 de maio, e aponta o envolvimento de ambos em um esquema de organização criminosa e lavagem de capitais.

A influenciadora já cumpre prisão preventiva desde o dia 21 de maio, após uma ação conjunta entre a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Com o avanço das investigações, a Justiça decretou novas ordens de prisão contra Marcola, que está detido desde 1999 e isolado em um presídio federal de segurança máxima desde 2019, além de operadores financeiros e parentes do chefe da facção.

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