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Greve de estudantes na USP termina após quase dois meses

A paralisação busca melhorias no PAPFE, nas condições dos restaurantes universitários e das moradias do Conjunto Residencial da Universidade.

Isabella Lopes

09 de junho de 2026 às 16:41   - Atualizado às 16:41

Fim da greve de estudantes da USP.

Fim da greve de estudantes da USP. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil.

Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) aprovaram durante assembleia nesta segunda-feira, 8, a recomendação para o encerramento da greve que começou no dia 14 de abril. O próximo passo são as assembleias individuais dos cursos que votarão pelo encerramento ou não da paralisação em suas respectivas unidades.

Nos últimos dias, alunos de faculdades como Direito, Escola Politécnica e Medicina já tinham encerrado a greve, enfraquecendo o movimento. Levantamento da Reitoria da USP apontava que 19 unidades estavam com alguma paralisação, enquanto outras 24 já tinham retomado as atividades.

A greve busca melhorias no Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), nas condições dos restaurantes universitários e das moradias do Conjunto Residencial da USP. A paralisação, que também critica a política orçamentária da universidade, contou com a adesão de professores.

Os estudantes aprovaram a paralisação em 14 de abril. Liderado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), o movimento acompanhou a mobilização de servidores, que também cruzaram os braços no mês passado em protesto contra uma gratificação anunciada pela universidade exclusivamente para professores.

Os servidores conseguiram avanços salariais e encerraram a paralisação; já os estudantes decidiram manter a greve.

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A principal demanda é o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Papfe), que atualmente oferece benefícios que vão de R$ 335 para estudantes residentes em moradia estudantil a R$ 885 para auxílio integral.

A USP propôs um reajuste baseado no índice IPC-FIPE. Dessa forma, o auxílio integral passaria para R$ 912 mensais, enquanto o auxílio parcial para estudantes com moradia subiria para R$ 340. A proposta, no entanto, foi considerada insuficiente pelos estudantes, que defenderam um reajuste para R$ 1.804, valor equivalente ao salário mínimo paulista.

Além disso, os estudantes criticavam questões estruturais da universidade, como a gestão do restaurante universitário, conhecido como "Bandejão", a moradia estudantil e a situação do Hospital Universitário (HU), que, segundo manifestantes, perdeu cerca de 30% de seu quadro de funcionários na última década.

O reitor da USP, Aluisio Segurado, afirmou em entrevista ao Estadão que nunca se recusou a negociar e que o movimento de alunos teve como objetivo atingir o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Estadão Conteúdo 

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