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'Falou verdades', diz Bolsonaro ao comentar fala de Malafaia sobre 'generais frouxos'

O ex-presidente chamou a situação relatada pelo pastor durante ato na Avenida Paulista como um "desabafo" de "revoltante".

Ricardo Lélis

08 de abril de 2025 às 16:14   - Atualizado às 16:14

Malafaia e Jair Bolsonaro durante manifestação em 2024

Malafaia e Jair Bolsonaro durante manifestação em 2024 Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que o pastor Silas Malafaia "falou verdades" sobre o Alto Comando do Exército Brasileiro durante o ato na Avenida Paulista, em São Paulo, no último domingo, 6 de abril.

Na ocasião, o líder evangélico afirmou que os generais seriam "uma cambada de frouxos".

Em entrevista à Revista Oeste na segunda-feira, 7, Bolsonaro chamou a situação relatada pelo pastor em um "desabafo" de "revoltante".

"Não vou repetir aqui porque sou capitão do Exército, né? Fiquei muito triste não com o Malafaia, mas com as verdades que ele falou. Realmente é revoltante a gente ouvir isso daí. Ele fala: ‘Ninguém quer dar um golpe nenhum, não, mas o que está acontecendo é isso’ e se dirigiu aí a algumas autoridades fardadas", disse Bolsonaro.

No domingo, Malafaia se dirigiu aos generais "de quatro estrelas", do Alto Comando da força.

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"Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, não, é para marcar posição", discursou no ato pela anistia dos envolvidos no 8 de janeiro.

Ex-vice-presidente da República durante o governo Bolsonaro, o senador e general da reserva Hamilton Mourão (Republicanos-RS) reagiu à declaração do pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Na segunda-feira, 7, o senador, que é um general de quatro estrelas, chamou Malafaia de "falastrão".

"Ao se aproveitar de um ato em defesa da necessária anistia aos envolvidos no 08/Jan para ofender os integrantes do Alto Comando do Exército, o falastrão que assim o fez demonstrou toda sua total falta de escrúpulos e seu desconhecimento do que seja Honra, Dever e Pátria; a tríade que guia os integrantes do Exército de Caxias", escreveu no X (antigo Twitter).

Na entrevista à revista, o ex-presidente se referiu ao ato na Avenida Paulista como "bastante concorrido", devido à presença de governadores de diversos Estados.

Estiveram no carro de som: Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Ratinho Júnior (PSD), do Paraná; Ronaldo Caiado (União), de Goiás; Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina; Mauro Mendes (União), de Mato Grosso; Wilson Lima (União), do Amazonas, e Marcos Rocha (União), de Rondônia, que, esclareceu Bolsonaro, "chegou atrasado e não apareceu na foto".

Os quatro primeiros são apontados como nomes viáveis para as eleições de 2026. Sobre o assunto, Bolsonaro afirmou que ninguém será obrigado a apoiar "um ou outro candidato".

"Se cada partido tiver um candidato, sem problema. No segundo turno a gente vê com quem se alia", disse.

O ex-presidente está inelegível até 2030 por decisão da Justiça Eleitoral, mas pretende registrar sua candidatura no próximo ano.

Ele também é réu no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de liderar organização criminosa que planejou golpe de Estado após perder as eleições presidenciais de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Estadão Conteúdo

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