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Casas Bahia fecha quase 300 lojas e demissões podem chegar a 3 mil funcionários

As unidades que podem ser encerradas correspondem a aproximadamente 28,7% da rede física da companhia, enquanto os desligamentos inicialmente estimados representam cerca de 6,7% do quadro de empregos.

Isabella Lopes

14 de agosto de 2026 às 19:28   - Atualizado às 19:28

Lojas Casas Bahia vão fechar.

Lojas Casas Bahia vão fechar. Foto: Reprodução.

A Casas Bahia prepara uma ampla reestruturação de suas operações, com previsão de fechamento de 298 lojas e desligamento de aproximadamente 1,9 mil funcionários. A iniciativa ocorre em meio à pressão sobre as contas da varejista e integra uma estratégia de redução de despesas e reorganização do negócio.

As unidades que podem ser encerradas correspondem a aproximadamente 28,7% da rede física da companhia, enquanto os desligamentos inicialmente estimados representam cerca de 6,7% do quadro de funcionários. As informações foram divulgadas pelo Valor Econômico.

Fontes do setor estimam que o impacto sobre os empregos possa chegar a 3 mil desligamentos ao longo do processo. Esse número, entretanto, é uma projeção e não corresponde ao total inicialmente indicado para os cortes.

Casas Bahia deve fechar 298 lojas

A medida amplia o processo de redução da presença física da varejista. Nos 12 meses encerrados em março, o saldo havia sido de 26 unidades fechadas. Agora, a reestruturação poderá atingir diferentes regiões do país e provocar mudanças tanto no quadro de funcionários quanto na operação e no atendimento presencial aos consumidores.

O movimento ocorre enquanto a companhia busca adequar custos ao desempenho financeiro e direcionar maior atenção aos canais digitais.

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Prejuízos pressionam operação da varejista

Segundo as informações divulgadas, a Casas Bahia teria encerrado 2025 com prejuízo próximo de R$ 3 bilhões. No primeiro trimestre de 2026, a perda teria alcançado cerca de R$ 1,1 bilhão.

A companhia também enfrenta a necessidade de renegociar aproximadamente R$ 4 bilhões em dívidas e outras obrigações. Entre as iniciativas para preservar recursos no curto prazo estão alterações nos prazos financeiros envolvendo fornecedores e lojistas que utilizam o marketplace da empresa.

A varejista já havia adotado outras medidas para reorganizar suas finanças. Em 2024, entrou em recuperação extrajudicial, mecanismo utilizado para renegociação de compromissos com credores.

Vendas digitais registram crescimento

No primeiro trimestre, a receita bruta consolidada avançou 6,4%, alcançando R$ 8,8 bilhões. O desempenho foi diferente entre os canais de venda. As vendas digitais cresceram 26%, enquanto as lojas físicas registraram retração de 1,8% e o marketplace apresentou queda de 0,6%.

O avanço do comércio eletrônico ocorre justamente no momento em que a empresa planeja reduzir sua estrutura física, dentro do processo de reorganização das operações.

Ainda são aguardadas informações sobre o cronograma de fechamento das unidades e a extensão dos impactos sobre os trabalhadores. Os próximos resultados e manifestações da administração também poderão apresentar novos detalhes sobre as medidas para redução do endividamento e recuperação da rentabilidade.

 

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