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Batman, líder da Liga da Justiça, é transferido para Penitenciária Federal de Brasília

A milícia surgiu nos anos 2000 e recebeu o nome em alusão aos personagens de quadrinhos.

Everthon Santos

06 de maio de 2025 às 13:34   - Atualizado às 13:35

Batman, líder da Liga da Justça, é transferido para Penitenciária Federal de Brasília.

Batman, líder da Liga da Justça, é transferido para Penitenciária Federal de Brasília. Foto: Divulgação

A Polícia Penal Federal transferiu, de forma sigilosa, o ex-policial militar Ricardo Teixeira Cruz, conhecido como “Batman”, para a Penitenciária Federal de Brasília.

A operação faz parte de uma estratégia para isolar chefes de facções criminosas e enfraquecer o comando das milícias no Rio de Janeiro.

Antes da transferência, Batman cumpria pena na Penitenciária Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Com a mudança para a unidade do Distrito Federal, as autoridades pretendem dificultar a comunicação entre ele e outros integrantes da milícia “Liga da Justiça”, organização criminosa que ele comandou durante anos na zona oeste do Rio.

A milícia liderada por Batman surgiu nos anos 2000 e logo se destacou pela brutalidade e pelo controle territorial. O grupo recebeu o nome de “Liga da Justiça” em alusão aos personagens de quadrinhos.

Segundo as investigações, a facção exercia domínio armado sobre comunidades inteiras, explorando serviços como transporte alternativo, segurança clandestina e comércio ilegal.

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A Polícia Federal prendeu Ricardo Teixeira Cruz em 2009. Desde então, ele está sob custódia no sistema penitenciário federal. Em fevereiro de 2023, o ex-PM recebeu uma nova condenação.

A Justiça do Rio de Janeiro o sentenciou a 18 anos e seis meses de prisão por envolvimento direto em um duplo homicídio, motivado por disputas pelo controle de vans e rotas de transporte alternativo.

O Ministério Público informou que as vítimas do crime estavam na companhia de Francisco César da Silva de Oliveira, conhecido como “Chico Bala”. Considerado rival de Batman na guerra pelo domínio da região, Chico Bala escapou de uma emboscada com a ajuda de um primo. Já sua companheira e o enteado foram mortos a tiros em plena luz do dia, diante de diversas testemunhas.

Mesmo após a prisão de Batman, a milícia da zona oeste não perdeu força. Pelo contrário, se reestruturou e deu origem ao grupo conhecido como “Bonde do Ecko”, considerado uma das organizações criminosas mais perigosas do estado. 

O Bonde do Ecko foi inicialmente liderado por Wellington da Silva Braga, o Ecko, morto em confronto com a polícia. Após sua morte, o comando da milícia passou para o irmão, Luís Antônio da Silva Braga, conhecido como Zinho. A Polícia Federal capturou Zinho em dezembro de 2023, em mais um duro golpe contra o grupo.

Estudos recentes indicam que a milícia liderada por Zinho movimentava cerca de R$ 300 milhões por ano com atividades criminosas, como extorsão, agiotagem, grilagem de terras e venda ilegal de serviços. O grupo também atuava em áreas dominadas pelo tráfico, criando conflitos com facções rivais.

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