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Anvisa registra medicamento para tratamento de tipo agressivo de linfoma não Hodgkin

Columvi é indicado para adultos com linfoma difuso de grandes células B que tiveram recaída ou não responderam ao tratamento e não podem realizar transplante de células-tronco.

20 de julho de 2026 às 15:00   - Atualizado às 15:16

Medicamento Columvi (glofitamabe).

Medicamento Columvi (glofitamabe). Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira, 20 de julho, o registro do medicamento Columvi (glofitamabe). O produto, em combinação com gencitabina e oxaliplatina, é indicado para pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B não especificado (LDGCB NOS) recidivante ou refratário, inelegíveis ao transplante autólogo de células-tronco (TACT). 

O medicamento é um anticorpo monoclonal biespecífico humanizado que atua por meio da ligação simultânea ao antígeno CD20 presente nas células B tumorais e ao CD3 expresso nas células T. Esse mecanismo promove a ativação das células T e a destruição direcionada das células tumorais. 

O linfoma difuso de grandes células B é o subtipo mais comum de linfoma não Hodgkin agressivo, caracterizado por evolução clínica rápida e necessidade de tratamento eficaz, especialmente em pacientes com doença recidivante ou refratária e opções de tratamento limitadas.  

O registro do Columvi representa uma inovação terapêutica relevante na área de oncologia hematológica, ao disponibilizar no Brasil um anticorpo biespecífico capaz de redirecionar o sistema imune contra células tumorais. O novo medicamento amplia as opções de tratamento para pacientes com linfoma agressivo em cenário de necessidade clínica. 

Confira a Resolução 2.831/2026 no Diário Oficial da União (DOU). 

Aprovação de vacina 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou, na última segunda-feira, 13 de julho, a vacina Fluprevli, um imunizante trivalente fragmentado e inativado desenvolvido para proteger contra cepas dos vírus influenza A e B. O registro permite a comercialização do produto no Brasil, conforme as regras da agência reguladora.

Segundo a Anvisa, os estudos clínicos que embasaram o registro apontaram resultados positivos em relação à resposta imunológica gerada pela vacina. Entre os dados apresentados estão elevadas taxas de soroproteção, que indicam a presença de níveis adequados de anticorpos no sangue após a vacinação.

Além disso, os testes também demonstraram altas taxas de soroconversão, processo em que o organismo passa a produzir anticorpos detectáveis como resposta à vacinação. Esse indicador é utilizado para avaliar a capacidade do imunizante de estimular o sistema imunológico.

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