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Anvisa proíbe lote de protetores solares e repelentes por falhas na fabricação; confira quais

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União da terça-feira, 28 de abril e a agência identificou as irregularidades durante uma inspeção realizada entre os dias 14 e 17 de abril.

Isabella Lopes

29 de abril de 2026 às 15:05   - Atualizado às 15:05

Anvisa proíbe protetores solares e repelentes.

Anvisa proíbe protetores solares e repelentes. Foto: Reprodução.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da fabricação e a retirada do mercado de protetores solares e repelentes produzidos pela empresa Henlau Química Ltda. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União da terça-feira, 28 de abril.

A Anvisa identificou irregularidades durante uma inspeção realizada entre os dias 14 e 17 de abril. A fiscalização apontou falhas no cumprimento das normas de qualidade exigidas na produção.

Os técnicos também verificaram que alguns produtos estavam sendo fabricados com fórmulas diferentes das autorizadas. A agência destacou que essas alterações podem comprometer a segurança e a eficácia dos itens.

Produtos afetados

A medida inclui o recolhimento e a proibição de fabricação, venda, distribuição, divulgação e uso de diversos produtos. Entre os itens estão:

  • Repelente Gel Baby Amorável  
  • Sunlau FPS 30 - Loção de proteção solar UVA/UVB com vitamina E 
  • Protetor Solar FPS 30 Wurth 
  • Sunlau Spray repelente Deet 
  • Needs Repelente de Insetos com Icaridina Spray Kids 
  • Needs Repelente de Insetos com Icaridina Gel Kids 

A Anvisa também proibiu todos os cosméticos produzidos pela empresa e suspendeu a fabricação de saneantes. A agência alertou que mudanças na composição podem afetar o desempenho dos produtos. Nos protetores solares, a alteração pode fazer com que o fator de proteção indicado no rótulo não corresponda à proteção real.

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Nos repelentes, falhas na fórmula podem reduzir a capacidade de proteção contra insetos. Essa situação pode aumentar o risco de exposição a doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, zika e chikungunya.

Orientação ao público

A Anvisa orientou os consumidores que já adquiriram os produtos a interromper o uso imediatamente. A agência também recomendou que os clientes procurem o local de compra ou o fabricante para obter informações sobre devolução ou descarte adequado.

Anvisa proíbe lubrificante 

Consumidores de todo o país devem ficar atentos ao adquirir lubrificantes íntimos da marca K-MED. Uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira, 24 de abril, baniu a comercialização e o uso do lote 2425576.

A medida foi tomada após a confirmação de que unidades piratas dos produtos K-MED Hot e K-MED 2 em 1 estão sendo distribuídas ilegalmente, apresentando riscos diretos à segurança dos usuários.

Como identificar o produto falso

Diferente da versão original produzida pela Cimed Indústria S.A., o material falsificado apresenta sinais visíveis de adulteração que podem ser checados pelo comprador.

O principal detalhe está na identificação do lote: nos produtos autênticos, o número é precedido pela letra "L", marca que está ausente nas unidades clandestinas.

Além disso, a fiscalização encontrou erros de digitação nas informações da embalagem, fontes de texto diferentes do padrão e tampas fora do formato habitual. No aspecto sensorial, o produto falso exala um forte odor de frutas, enquanto o gel legítimo é totalmente inodoro.

Como são aplicados em áreas sensíveis do corpo, qualquer alteração nos componentes pode causar reações alérgicas, queimaduras químicas e irritações na mucosa.

Sem a garantia de esterilidade e procedência da matéria-prima, o uso desses lubrificantes também aumenta a vulnerabilidade a infecções. Por serem considerados dispositivos médicos, qualquer desvio de qualidade é tratado como uma ameaça à saúde pública.

A agência ressalta que, caso o consumidor já tenha utilizado o produto e apresente sintomas anormais, deve buscar atendimento médico e reportar o caso às autoridades sanitárias locais.

A fabricante oficial colaborou com as investigações ao reportar as discrepâncias técnicas e reforça que os canais de atendimento da empresa estão disponíveis para validar a procedência de outras unidades em circulação.

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