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Venda e consumo de lubrificante íntimo K-MED é proíbido pela ANVISA; saiba motivo

A medida foi tomada após a confirmação de que unidades piratas dos produtos estão sendo distribuídas ilegalmente.

Cami Cardoso

24 de abril de 2026 às 12:04   - Atualizado às 12:35

Venda e consumo de lubrificante íntimo K-MED é proíbido pela ANVISA; saiba motivo

Venda e consumo de lubrificante íntimo K-MED é proíbido pela ANVISA; saiba motivo Foto: Reprodução

Consumidores de todo o país devem ficar atentos ao adquirir lubrificantes íntimos da marca K-MED. Uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira, 24 de abril, baniu a comercialização e o uso do lote 2425576.

A medida foi tomada após a confirmação de que unidades piratas dos produtos K-MED Hot e K-MED 2 em 1 estão sendo distribuídas ilegalmente, apresentando riscos diretos à segurança dos usuários.

Como identificar o produto falso

Diferente da versão original produzida pela Cimed Indústria S.A., o material falsificado apresenta sinais visíveis de adulteração que podem ser checados pelo comprador.

O principal detalhe está na identificação do lote: nos produtos autênticos, o número é precedido pela letra "L", marca que está ausente nas unidades clandestinas.

Além disso, a fiscalização encontrou erros de digitação nas informações da embalagem, fontes de texto diferentes do padrão e tampas fora do formato habitual. No aspecto sensorial, o produto falso exala um forte odor de frutas, enquanto o gel legítimo é totalmente inodoro.

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Como são aplicados em áreas sensíveis do corpo, qualquer alteração nos componentes pode causar reações alérgicas, queimaduras químicas e irritações na mucosa.

Sem a garantia de esterilidade e procedência da matéria-prima, o uso desses lubrificantes também aumenta a vulnerabilidade a infecções. Por serem considerados dispositivos médicos, qualquer desvio de qualidade é tratado como uma ameaça à saúde pública.

A agência ressalta que, caso o consumidor já tenha utilizado o produto e apresente sintomas anormais, deve buscar atendimento médico e reportar o caso às autoridades sanitárias locais.

A fabricante oficial colaborou com as investigações ao reportar as discrepâncias técnicas e reforça que os canais de atendimento da empresa estão disponíveis para validar a procedência de outras unidades em circulação.

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