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Andressa Urach perde na Justiça e não recupera R$ 2 milhões doados à Igreja Universal: 'Foi injusto'

Em nota, a defesa de Urach afirmou que o julgamento foi injusto, sem levar em consideração diversos fatores.

Eduarda Queiroz

28 de agosto de 2025 às 17:36   - Atualizado às 17:36

Líder da Igreja Universal Edir Macedo e influenciadora Andressa Urach.

Líder da Igreja Universal Edir Macedo e influenciadora Andressa Urach. Fotos: Reprodução

A Justiça do Rio Grande do Sul rejeitou o pedido de Andressa Urach para reaver mais de R$ 2 milhões doados à Igreja Universal do Reino de Deus. A decisão da 13ª Vara Cível de Porto Alegre foi assinada pela juíza Karen Bertoncello, que entendeu não haver provas de coação ou indução nas contribuições. Além disso, Andressa foi condenada a pagar 10% do valor da causa em honorários advocatícios.

A influenciadora alegou ter sido pressionada moral e espiritualmente a realizar as doações durante um período de fragilidade emocional e psicológica. Em nota, a defesa de Urach afirmou que o julgamento foi injusto, sem levar em consideração diversos fatores.

"Entendemos que o julgamento foi totalmente injusto. Ocorreu mudanças de juiz especialmente a mais importante a magistrada da instrução. Ingressamos com embargos de declaração pois entendemos acima de tudo que vários pontos não foram avaliados.

Trata de uma sentença conservadora, no meu modo de ver destoante da realidade. Acredito que Andressa foi descriminada juridicamente por expressar sua opinião e seu modo de viver. O fato da mudanças de juízes sinaliza uma pulverização de responsabilidade de quem julga. No fundo não resta dúvida que pelo fato da Andressa ser uma formadora de opinião de milhões repercutiu.

Foi um julgamento religioso sem viés nenhum a que a Igreja faz a milhares de fiéis que é a cobrança de dízimos e influência discutíveis de doações a milhares de pessoas. ANDRESSA URACH É DE FATO A UNICA RESISTÊNCIA CONTRA A IGREJA UNIVERSAL. COMBATEREMOS ATE O FIM EM PROL DA JUSTIÇA COM TODOS OS RECURSOS POSSÍVEIS", declarou a defesa de Andressa.

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A Igreja Universal, por sua vez, reafirmou a legalidade das doações.

"A Justiça do Rio Grande do Sul decidiu, neste 11 de agosto, que as doações feitas por Andressa Urach à Igreja Universal do Reino de Deus foram realizadas de forma voluntária e consciente. O tribunal concluiu que não houve coação, e que as ofertas foram realizadas por iniciativa da própria Andressa. A magistrada cita na decisão trechos da autobiografia Morri Para Viver, onde relata sua conversão e gratidão à Igreja Universal, como elementos que demonstram uma adesão voluntária e refletida, e não uma submissão cega e coagida. O argumento de que teria ficado em situação de miséria também não foi aceito, já que não apresentou provas", afirmou a nota da instituição.

A decisão considera que, mesmo após as doações, Andressa Urach manteve patrimônio suficiente para garantir subsistência e padrão de vida confortável.

Repercurssão nas redes

O caso gerou grande repercussão nas redes sociais, dividindo opiniões entre internautas. Muitos ironizaram a tentativa de Andressa Urach de reaver as doações, com comentários como:

"Dízimo do pecado, isso não volta!" e "Detesto a Universal, mas convenhamos, deu porque quis, né fofa?".

Houve também quem defendesse a influenciadora, lembrando seu longo período de fidelidade à igreja antes de buscar ressarcimento.

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