Pernambuco, 13 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

"O nome que Bolsonaro escolher nós vamos aceitar", diz Valdemar Costa Neto sobre Presidência em 2026

O presidente também disse que o nome de Michelle está bombando e não descarta que ela possa ser candidata.

Redação

22 de agosto de 2025 às 13:34

Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro.

Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução/Youtube

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou na manhã desta sexta-feira, 22 de agosto, que o PL vai aceitar qualquer que seja o nome escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a disputa à Presidência no ano que vem.

O cacique partidário minimizou as críticas do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) e do vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL) aos governadores de direita e disse que "é natural" os filhos ficarem nervosos e desesperados com o "estado do pai".

"O nome que o Bolsonaro escolher nós vamos aceitar no partido. Nunca faltei com a minha palavra com ninguém. Depois da escolha do Tarcísio, é difícil discutir o nome com Bolsonaro. Se elegeu governador e é muito bem avaliado. Eu não tenho tendência a nenhum candidato. O que ele escolher será candidato", afirmou Valdemar no 24º Fórum Empresarial Lide no Rio de Janeiro.

Valdemar Costa Neto evitou comentar sobre o indiciamento do ex-presidente e de Eduardo Bolsonaro pela Polícia Federal pelos crimes de coação no curso do processo e abolição do Estado Democrático de Direito por tentar interferir no julgamento da ação penal do golpe, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o líder do PL, "Bolsonaro é uma pessoa honesta".

Menos de uma semana depois de Carlos Bolsonaro dizer que os chamados "governadores democráticos" se comportam "como ratos", em uma crítica aos governadores de direita, Valdemar minimizou as críticas. Segundo o presidente do PL, "é natural" o desespero dos filhos diante do "estado do pai". O texto de Carlos foi compartilhado por Eduardo.

Veja Também

"Às vezes, nós nos deparamos com problemas, às vezes da família, algum desentendimento, porque é muito duro você ver o teu pai sofrer dessa maneira, como por exemplo, aconteceu essa semana passada. Fizeram uma crítica grande aos candidatos que estão se colocando como candidatos à Presidência da República. Todos são parceiros nossos, todos são os melhores aprovados no Brasil. Acontece que às vezes um filho, como aconteceu semana passada, vê o pai naquele estado e se desespera, fica nervoso, e é natural porque a gente tem que preservar e tem que defender nossas famílias", disse.

Valdemar afirmou ainda que não descarta uma candidatura de Bolsonaro à Presidência e compara a situação do ex-presidente à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ficou preso por 580 dias no Paraná em meio aos julgamentos de casos de corrupção.

"Estamos atravessando esses problemas, mas vamos solucionar e, no fim, vai dar tudo certo. Nós vamos estar na eleição. Eu tenho esperança ainda do Bolsonaro ser candidato à Presidência da República. Quem diria que o Lula, que ficou 580 dias preso no Paraná, ia ser candidato a presidente? Foi candidato a presidente e ainda ganhou. Quer dizer, tudo pode acontecer", disse.

Três dos governadores cotados para disputar a Presidência em 2026 no campo da direita evitaram comentar os ataques da família Bolsonaro. Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, pregaram a união, nesta terça-feira, 19.

Candidatura de Michelle Bolsonaro

Ao ser questionado se avalia o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como candidato à Presidência, Valdemar afirmou que ela "está bombando" e que o PL tem três candidatos que superam o presidente Lula nas pesquisas de intenção de voto.

"A Michelle está bombando. Nós temos três candidatos que, nas pesquisas, superam o Lula. Bolsonaro, Michelle e Tarcísio", finalizou.

Lula lidera

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 21, mostra que Lula ampliou a vantagem sobre candidatos da direita em simulações de segundo turno para as eleições de 2026.

Foram avaliados os governadores Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul; Ratinho Jr. (PSD), do Paraná; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Ronaldo Caiado (União), de Goiás; e Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo. O instituto também incluiu quatro integrantes da família Bolsonaro: o ex-presidente Jair, a ex-primeira-dama Michelle, além dos filhos Eduardo e Flávio, todos filiados ao PL.

Entre os nomes da direita, Tarcísio apresenta numericamente o melhor desempenho em um eventual segundo turno contra Lula. Segundo a pesquisa, o governador paulista soma 35% das intenções de voto, contra 43% do presidente - diferença de 8 pontos porcentuais.

A pesquisa mostrou ainda que Lula melhora o desempenho contra a família Bolsonaro. Num eventual segundo turno contra Jair Bolsonaro - cenário improvável, já que ele está inelegível -, o petista registra 47% das intenções de voto, contra 35% do ex-presidente. O mesmo percentual é mantido contra Michelle e Eduardo Bolsonaro: enquanto Lula soma 47%, a ex-primeira-dama aparece com 34% e o deputado federal licenciado, com 32%.

Estadão Conteúdo

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

11:18, 13 Fev

Imagem Clima

27

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Agora É Rubem e João Campos.
Pergunta

"Vai ter puxadinho no concurso da Guarda?", questiona vereador do PSB que deixou base de João Campos

O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".

Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.
Situação

Ministro Toffoli soma 25 pedidos de impeachment no Senado; três são ligados ao caso do Banco Master

O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.

Senador Flávio Bolsonaro.
Posição

Flávio Bolsonaro afirma que, se eleito, manterá Bolsa Família "enquanto as pessoas precisarem"

Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.

mais notícias

+

Newsletter