Moraes responde por que o processo de bolsonaro anda mais rapido que o do INSS. Foto: Divulgação
O humorista paraibano Mizael Silva, conhecido nas redes sociais como “o advogado de Alexandre de Moraes”, fez uma pergunta direta ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o evento “Leis e Likes: o papel do Judiciário e a influência digital”, realizado nos dias 13 e 14 de agosto na sede do tribunal, em Brasília.
Na ocasião, Mizael questionou Alexandre de Moraes sobre a velocidade na tramitação de processos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em comparação com casos de fraudes relacionados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O comediante quis saber por que os julgamentos que têm o ex-presidente como alvo parecem avançar com mais rapidez do que outros processos de relevância nacional.
O ministro respondeu e afirmou que esse tipo de questionamento está inserido em narrativas de desinformação que acabam alimentando fake news. Segundo Moraes, é incorreto afirmar que há uma diferença injustificada no ritmo dos julgamentos, já que cada processo segue um trâmite específico.
“Eu não tenho nada a ver com processo do INSS. Eu não sou o relator de tudo, até gostaria de ser, mas não sou”, declarou.
O ministro explicou que os processos possuem relatorias distintas e que, portanto, não é adequado comparar casos que tramitam em varas ou turmas diferentes dentro do próprio Judiciário.
Em sua fala, Moraes destacou os prazos envolvidos. O magistrado afirmou que o processo de Jair Bolsonaro está em análise há um ano e oito meses, enquanto o caso do INSS mencionado ainda não chegou a completar seis meses de tramitação.
A diferença de tempo, segundo o ministro, desmonta a narrativa de que haveria uma condução acelerada em benefício ou em prejuízo de algum investigado.
“Comparar coisas diversas é complicado. Não é que uma coisa está andando mais rápido. Uma coisa é diferente da outra”, explicou Moraes.
O evento no qual ocorreu o diálogo teve como objetivo discutir a relação entre o Judiciário e a sociedade em tempos de redes sociais e forte circulação de informações.
Entre os temas debatidos estiveram o papel do STF na defesa da democracia, os impactos das fake news e a influência da internet na formação da opinião pública.
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O resultado foi confirmado durante a apuração da Justiça Eleitoral. Com 98,16% das urnas totalizadas, Raquel registrava 53,28% dos votos válidos, enquanto João Campos tinha 44,78%.
Os candidatos integraram a mesma aliança, a Frente Popular de Pernambuco. A estratégia garantiu a eleição de ambos, que se juntarão à senadora Teresa Leitão (PT) em Brasília.
Até às 20h51, 99,87% das urnas haviam sido totalizadas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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