MBL tenta criar novo partido político Foto: Reprodução/YouTube MBLiveTV - Lives do MBL
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve começar, nesta quinta-feira (30), o julgamento do pedido de registro do novo partido político proposto pelo Movimento Brasil Livre (MBL), batizado de Missão. A análise será conduzida pelo ministro André Mendonça, relator do caso, e representa a etapa final para que a legenda se torne oficialmente a 30ª sigla do sistema partidário brasileiro.
O partido Missão, idealizado por líderes do MBL, foi articulado ao longo dos últimos dois anos e tem como objetivo oferecer uma alternativa liberal-conservadora no espectro político. O movimento afirma que pretende atrair eleitores “independentes”, descontentes com a polarização entre direita e esquerda.
De acordo com documentos enviados ao TSE, o Missão já superou o número mínimo de assinaturas exigido por lei. São cerca de 590 mil apoios válidos, mais de 40 mil além do necessário. A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu parecer favorável ao registro da nova legenda, o que abre caminho para a análise definitiva do estatuto e do diretório nacional os últimos passos antes da oficialização.
Se aprovado, o partido Missão deverá adotar o número 14 nas urnas e poderá disputar as eleições municipais e nacionais, incluindo uma possível candidatura própria à Presidência da República em 2026.
O MBL conhecido por seu papel nas manifestações de 2015 e 2016 que pressionaram pelo impeachment de Dilma Rousseff aposta na criação do partido como forma de consolidar sua atuação política. Entre os fundadores estão Kim Kataguiri e Renan Santos, que defendem uma agenda liberal na economia e conservadora em costumes.
Com a eventual aprovação, o Missão também terá direito ao fundo partidário e eleitoral, recursos públicos destinados ao financiamento de campanhas. A expectativa é que o partido monte diretórios estaduais em todos os estados até o início de 2026, buscando competitividade especialmente entre jovens e eleitores de classe média urbana.
O grupo afirma que o partido Missão não será “um puxadinho de nenhum outro movimento político” e que trabalhará pela “renovação do liberalismo brasileiro”. Internamente, há planos para lançar nomes ao Legislativo e ao Executivo, além de ampliar a presença digital uma das marcas do MBL desde sua fundação.
Para disputar as eleições de 2026, o partido Missão precisa ter o registro aprovado até abril do próximo ano, seis meses antes do pleito, conforme determina a legislação eleitoral. Caso consiga, a nova sigla entrará oficialmente no cenário político num momento de forte fragmentação o Brasil conta hoje com 29 partidos registrados.
O julgamento no TSE será decisivo não apenas para o futuro do MBL, mas também para o equilíbrio político entre direita e centro-direita nas eleições. Caso o Missão seja aprovado, poderá se tornar um novo polo de articulação para nomes que buscam se distanciar tanto do bolsonarismo quanto do campo petista.
Com a iminente decisão do TSE, o partido Missão pode marcar o início de um novo capítulo na política brasileira um movimento que busca unir discurso liberal, juventude e renovação em um sistema partidário já saturado, mas em constante transformação.
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