Primeira ministra italiana e Donald Trump discursando. Foto: YouTube/The White House
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 2 de setembro, que mantém atualmente uma “boa relação com o Brasil”.
A declaração foi dada durante uma entrevista a jornalistas na Casa Branca, em meio a comentários do republicano sobre a aproximação dos Estados Unidos com países da América do Sul.
Trump, no entanto, não mencionou diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao falar sobre a relação entre os dois países.
Durante a conversa, o presidente norte-americano avaliou que as relações dos Estados Unidos com a América do Sul melhoraram nos últimos anos. Como justificativa, Trump afirmou que os países da região estariam passando por uma mudança política em direção à direita.
Ao comentar a situação política no continente, Trump disse que os países sul-americanos estariam deixando governos e movimentos de esquerda para se aproximar de posições políticas de direita.
“Eles deixaram a esquerda e foram para a direita; estão todos indo para a direita”, afirmou o presidente dos Estados Unidos.
Na sequência, Trump destacou que considera positiva a atual relação de Washington com os governos da região.
“Temos um bom relacionamento com o Brasil. Na verdade, temos um bom relacionamento com praticamente todos eles agora”, declarou.
O republicano também afirmou que os países sul-americanos passaram a demonstrar mais respeito pelos Estados Unidos.
Segundo Trump, há cerca de dois anos a situação era diferente.
“Eles têm muito respeito pelo nosso país. Eles não respeitavam nosso país nem um pouco há dois anos”, disse.
Durante a entrevista, Trump também foi questionado sobre a possibilidade de os Estados Unidos construírem bases militares na América do Sul diante das recentes parcerias estabelecidas com governos da região, incluindo Colômbia e El Salvador.
O presidente norte-americano não respondeu diretamente à pergunta sobre a instalação de bases militares. Em vez disso, passou a destacar a influência política que afirma exercer sobre eleições realizadas no continente.
Trump citou especificamente a Argentina e disse ter ajudado a eleger pessoas no país.
“Temos muitas pessoas — na Argentina, por exemplo, há muitas pessoas que ajudei a eleger”, afirmou.
O presidente acrescentou que considera que o cenário político do continente está passando por uma transformação significativa.
A declaração de Trump ocorre em um contexto de atenção às relações entre Brasil e Estados Unidos. Ao mencionar o Brasil de maneira positiva, o presidente norte-americano evitou, porém, fazer qualquer referência direta a Lula durante a resposta.
A fala também ocorreu enquanto Trump ampliava sua avaliação sobre a política latino-americana, defendendo que a mudança de orientação ideológica de governos da região teria contribuído para uma melhora nas relações com Washington.
Apesar de afirmar que os Estados Unidos mantêm atualmente uma boa relação com o Brasil e com outros países latino-americanos, Trump não apresentou detalhes sobre quais medidas ou acordos estariam por trás dessa avaliação.
A declaração sobre o cenário político sul-americano também chama atenção por ocorrer em um momento de mudanças nas alianças políticas da região, com disputas entre forças de direita e esquerda em diferentes países.
Trump encerrou sua avaliação dizendo que “essa parte do nosso hemisfério está realmente se tornando muito diferente do que era”, reforçando a percepção de que considera haver uma mudança política relevante na América do Sul e na América Latina.
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