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Quem é Coronel Tadeu, suplente que deve assumir a vaga de Carla Zambelli na Câmara

Militar da reserva e ex-deputado federal por São Paulo, Tadeu deve retornar ao Legislativo após decisão do ministro Alexandre de Moraes.

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12 de dezembro de 2025 às 00:01   - Atualizado às 00:13

Cel Tadeu da reserva da Polícia de SP

Cel Tadeu da reserva da Polícia de SP Foto: Divulgação/Rede Social

O Coronel Tadeu, militar da reserva da Polícia Militar de São Paulo, volta ao centro das atenções após o ministro Alexandre de Moraes determinar que a Câmara dos Deputados dê posse ao suplente na vaga de Carla Zambelli. Ex-deputado federal, ele deve reassumir o cargo e retomar atuação no Congresso Nacional depois de ter ficado como primeiro suplente da sigla nas eleições de 2022.

Tadeu é conhecido por sua trajetória de mais de três décadas na Polícia Militar, onde comandou unidades operacionais e participou de ações estratégicas em segurança pública. Sua atuação na corporação construiu a base da imagem que ele levaria à política: a de defensor do endurecimento penal, da valorização das forças policiais e do combate ao crime organizado.

Ele ingressou na vida pública em 2018, quando foi eleito deputado federal por São Paulo surfando na onda conservadora que marcou aquele pleito. No Congresso, integrou comissões relacionadas à segurança, como a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, e se destacou por discursos firmes em defesa da categoria policial.

Atuação no Congresso e alinhamento político

Durante seu primeiro mandato, Coronel Tadeu adotou pautas alinhadas ao campo conservador, com forte presença nas redes sociais e bases eleitorais voltadas especialmente a agentes de segurança. Ele apresentou projetos voltados ao aumento de penas, proteção jurídica para policiais e combate ao tráfico de drogas.

Tadeu também se posicionou como aliado frequente do ex-presidente Jair Bolsonaro, participando de atos, debates e mobilizações do campo político conservador entre 2019 e 2022. Ele se tornou um nome ativo no debate público sobre segurança, frequentemente criticando modelos considerados "lenientes" e defendendo políticas mais rígidas.

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Apesar do alinhamento ideológico, Tadeu preservou certa autonomia em votações específicas, o que o ajudou a se manter próximo de diversos grupos de direita no Congresso. Esse perfil contribuiu para que ele ficasse como primeiro suplente, posição que agora o coloca novamente na Câmara.

Por que ele deve assumir a vaga de Zambelli

O retorno de Coronel Tadeu ocorre após decisão de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que ordenou à Câmara a posse imediata do suplente de Carla Zambelli. A medida veio no contexto das ações e decisões envolvendo o mandato da deputada.

Com a saída de Zambelli, o primeiro suplente da legenda é convocado, e Tadeu deve reassumir o mandato exercido na legislatura anterior, mantendo sua base eleitoral em São Paulo.

O que esperar da atuação de Tadeu na Câmara

Caso reassuma o cargo, a expectativa é que Coronel Tadeu retome sua agenda voltada à segurança pública, fortalecendo temas ligados à proteção policial, discussão sobre legislação penal e posicionamentos conservadores.

O retorno também recoloca um nome experiente dentro da bancada da segurança, grupo que costuma influenciar pautas importantes no Congresso. Com presença ativa nas redes, ele deve se reposicionar rapidamente entre os parlamentares mais vocalizados do campo da direita.

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