Pernambuco, 16 de Abril de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Gilmar Mendes defende que os atos de 8/1 devam ser resolvidos nos tribunais

O ministro do STF declarou que a Corte se "orientou pelo dever de ação que decorre da Constituição" ao julgar os envolvidos e afirmou que o Supremo agiu em defesa da democracia.

Ricardo Lélis

07 de maio de 2025 às 12:46   - Atualizado às 12:47

Gilmar Mendes, ministro do STF.

Gilmar Mendes, ministro do STF. Foto: Divulgação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes manifestou ceticismo quanto ao avanço da proposta que visa revisar as penas dos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro, além de defender que a responsabilidade pelo julgamento do caso permaneça com o Judiciário.

A declaração foi feita na última segunda-feira, 5, durante um evento promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), realizado na Espanha.

"Acho fundamental que esse crime fique entregue aos tribunais. A eventual condenação ou absolvição dos responsáveis por esse episódio todo. Demos passos significativos. Até pouco tempo, falávamos que só os executores tinham sido atingidos. Agora, percebemos que também a cúpula desse movimento foi atingida", afirmou o decano do STF.

Gilmar Mendes declarou que a Corte se "orientou pelo dever de ação que decorre da Constituição" ao julgar os envolvidos nos atos do 8 de Janeiro e afirmou que o Supremo agiu em defesa da democracia.

"Nós poderíamos estar aqui, muitos de nós, contando a história de um golpe. Mas estamos aqui, ao contrário, com uma história constitucional de resistir a uma tendência autoritária, totalitária", disse Gilmar.

Veja Também

Também presente no seminário, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, disse que as sanções não devem ser desfeitas por "capricho político".

O chefe da PF afirmou que as investigações conduzidas pela corporação identificaram não apenas os autores diretos das ações, mas também planos envolvendo homicídios e ataques à ordem democrática.

"São situações muito graves e que não podem simplesmente ser apagadas por capricho político. A minha posição, e é pública, é contrária ao processo de anistia, e as pessoas têm que ser responsabilizadas pelos graves crimes que cometeram", declarou o chefe da PF.

Já o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que abriu os discursos no evento, preferiu não emitir opinião sobre a possível anistia, argumentando que o tema ainda está em análise tanto no Judiciário quanto no Legislativo.

O evento, sediado na Universidade Complutense de Madri, abordou temas relacionados à segurança jurídica e à jurisdição constitucional. O seminário ocorreu na capital espanhola e contou com ingressos comercializados ao custo de R$ 9 mil.

Estadão Conteúdo

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

01:26, 16 Abr

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Guarda Municipal de São Paulo.
Vetado

STF proíbe mudança de nome de 'Guarda Municipal' para 'Polícia Municipal' em todo o Brasil

Corte considera que alteração na denominação contraria modelo constitucional de segurança pública e compromete uniformidade jurídica.

Deputado Flávio Bolsonaro e Alexandre de Moraes, ministro do STF
Investigação

Moraes autoriza PF abrir inquérito contra Flávio Bolsonaro por suposto crime de injúria contra Lula

Flávio teria associado imagens de Lula ao presidente da Venezuela, Maduro, além de mencionar supostos crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e apoio a ditaduras. 

Jorge Messias, advogado-geral da união
Apoio

Senador Weverton Rocha apresenta relatório favorável à indicação de Jorge Messias ao STF

Para tomar posse, o Pernambucano precisa passar por uma sabatina na CCJ e ser aprovado em votação na comissão e no plenário da Casa

mais notícias

+

Newsletter