Pernambuco, 16 de Julho de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Gilmar Mendes anula quebra de sigilo de fundo comprador do resort ligado a Toffoli

A medida havia sido foi aprovada pela CPI do Crime devido ao seu vínculo com a Reag Investimentos, instituição que foi liquidada pelo Banco Central e está envolvida nas fraudes financeiras investigadas no caso do Banco Master.

Ricardo Lélis

19 de março de 2026 às 16:22   - Atualizado às 16:22

Ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, do STF.

Ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, do STF. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou nesta quinta-feira, 19 de março, a quebra de sigilo aprovada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado para investigar o fundo de investimentos Arleen, que fez negócios com uma empresa do ministro Dias Toffoli, também do Supremo. 

Em fevereiro, Mendes já havia barrado a quebra de sigilo da empresa Maridth Participações, da qual Toffoli revelou ser sócio. Tal decisão deve agora se estender ao pedido feito pelo Arleen, pelos mesmos motivos expostos anteriormente, disse o decano do Supremo.

“Não se pode perder de perspectiva que a quebra de sigilo não constitui ato ordinário de investigação, mas medida de caráter excepcional”, escreveu Mendes. É necessário “análise fundamentada de cada caso, com debate e deliberação motivada, de modo que a aprovação de atos de tal natureza não pode ocorrer em bloco nem de forma simbólica”, acrescentou. 

A quebra de sigilo do Arleen foi aprovado pela CPI do Crime devido ao seu vínculo com a Reag Investimentos, instituição que foi liquidada pelo Banco Central e está envolvida nas fraudes financeiras investigadas no caso do Banco Master, de Daniel Vorcaro. 

O fundo ganhou notoriedade após Toffoli ter admitido, quando ainda era relator do caso Master no Supremo, ser sócio de uma empresa, a Maridth, que vendeu uma participação no resort Tayayá, no Paraná, para o Arleen, em 2021. 

Veja Também

Quando barrou a quebra de sigilo da Maridth, o ministro Gilmar Mendes afirmou que o caso não tem relação com o objetivo da CPI do Crime Organizado. 

A CPI, instalada em novembro do ano passado, tem como finalidade  produzir um diagnóstico sobre o crime organizado no Brasil e propor medidas para combater facções e milícias.

No mês passado, Toffoli se declarou suspeito para julgar qualquer decisão relativa ao caso Master no Supremo, alegando motivo de foro íntimo. Antes, após uma reunião secreta sobre o tema, ele concordara em se afastar da relatoria. O ministro André Mendonça foi nomeado como novo relator. 

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

07:57, 16 Jul

Imagem Clima

25

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Ex-presidente Jair Bolsonaro.
Resposta

Bolsonaro não sabia que carta seria publicada por Flávio nas redes, diz defesa do ex-presidente

A manifestação foi motivada por um pedido de explicações solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu por 90 dias as visitas do parlamentar ao pai na prisão domiciliar.

Flávio dino sobre filme de Bolsonaro.
Ordem

Dino manda presidentes de partidos darem explicações sobre indicação de emendas parlamentares

A intimação foi motivada por uma entrevista que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, concedeu na terça-feira (14), na qual confirmou que os dirigentes partidários interferem na indicação dos recursos.

Jair Bolsonaro pe o filho, o senador e pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
Decisão

Após carta lida por Flávio, STF considera improvável revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro

Segundo fontes ouvidas pelo Broadcast, a Corte avaliam que a divulgação da carta pelo senador Flávio Bolsonaro, por si só, dificilmente justificaria a revogação da prisão do ex-presidente.

mais notícias

+

Newsletter