Logo no início do pronunciamento, o pastor reconheceu o papel da Polícia Federal, mas acusou setores da instituição de agir "a serviço de Lula e de Alexandre de Moraes".
Silas Malafaia. Foto: Reprodução/Redes Sociais.
O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), se manifestou na quinta-feira, 14 de agosto sobre sua inclusão em um inquérito da Polícia Federal (PF) que também apura a conduta do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do jornalista Paulo Figueiredo. Em vídeo publicado nas redes sociais, Malafaia classificou a investigação como “perseguição” e afirmou não temer prisão.
Logo no início do pronunciamento, o pastor reconheceu o papel da PF, mas acusou setores da instituição de agir “a serviço de Lula e de Alexandre de Moraes”. Ele demonstrou indignação por ter descoberto sua inclusão no inquérito pela imprensa, antes de receber qualquer notificação oficial.
“Como eu não sou notificado e a Globo sabe antes? Isso é uma vergonha!”, questionou Malafaia.
O líder religioso ironizou as suspeitas de que teria tentado buscar sanções internacionais contra o Brasil. Disse não falar inglês e negou manter contato com autoridades estrangeiras. Malafaia declarou que todas as manifestações que coordenou ou os vídeos que publicou tinham base legal e eram voltados a criticar o que considera descumprimento da lei por parte do ministro do STF, Alexandre de Moraes.
"Todas as manifestações que eu coordenei, que eu cito ele, [é tudo] baseado na lei, nos crimes que ele tem cometido, e que grande parte da imprensa encobre os crimes de Alexandre de Moraes. Essas são as verdades. Não tenho medo. Pode vir do jeito que vocês quiserem, pode investigar. O que está aí é mais uma prova para onde está indo a democracia brasileira. Querem calar os opositores ", disse.
Em tom mais duro, Malafaia comparou a atuação de setores da PF à “Gestapo do nazismo” e à “KGB da União Soviética”, dizendo que o Brasil caminha para um cenário de “venezuelização”, no qual “o cidadão não pode criticar autoridades”.
“Eu não vou me calar, porque eu não tenho medo de vocês. Muito pelo contrário. Isso, para mim, é motivo para me posicionar duramente, baseado na Constituição”, destacou.
O pastor direcionou suas falas também ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional, cobrando ação diante do que chama de abuso de poder. Ele afirmou que o inquérito é uma “farsa de pseudogolpe” e reforçou que não recuará de suas críticas.
“Está aí, Supremo Tribunal Federal. Está aí, senadores e deputados. Quem vai parar isso? Que país é esse? Que democracia é essa? É uma vergonha o que estamos assistindo. E se preparem, porque eu vou botar para quebrar. Vocês não me calam. Não tenho medo de prisão. E não tenho medo de investigação política, de pura perseguição”, declarou no encerramento.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
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