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Servidores do Recife deflagram greve após tratativas em assembleia com João Campos não darem certo

Os sindicalistas então iniciaram um protesto em frente da Câmara Municipal, na rua Princesa Isabel, localizada no centro da capital pernambucana, bloqueando o trânsito.

Gabriel Alves

31 de março de 2026 às 13:52   - Atualizado às 13:52

Comunicado do Sindicato dos Servidores do Recife sobre deflagração de greve e protesto em frente da Câmara.

Comunicado do Sindicato dos Servidores do Recife sobre deflagração de greve e protesto em frente da Câmara. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura

Logo após as tratativas na Assembleia Geral do Sindicato dos Servidores Municipais do Recife (Sindsepre), realizada na Casa de José Mariano, com o prefeito João Campos (PSB) falharem, a entidade deflagrou a greve ainda na manhã desta terça-feira, 31 de março. O comunicado foi publicado nas redes sociais.

O sindicato também discutiu a falta de auxiliares de desenvolvimento infantil, chamados de ADI's, em sala de aula. O Sindsepre cobra, da gestão do prefeito, o cumprimento da Lei nº 15.326/26 que passou a valer este ano e considerar os ADI's como professor de educação infantil, profissional do magistério. Os servidores também se organizam para discutir a campanha salarial deste ano.

Os sindicalistas então iniciaram um protesto em frente da Câmara Municipal, na rua Princesa Isabel, localizada no centro da capital pernambucana, bloqueando o trânsito com queima de pneus na localidade.

Falta de diálogo

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Recife (Sindsepre), Osmar Ricardo, comunicou, na última sexta-feira, 27 de março, que a categoria aprovou a greve após a realização de uma assembleia. Em suas falas, ele diz que os servidores e servidoras receberam "silêncio e espera, enquanto tentavam construir um caminho de negociação com a gestão João Campos (PSB).

"Hoje, em assembleia, os servidores e servidoras do Recife tomaram uma decisão difícil: aprovar a greve. Foram dias de diálogo, paciência e esforço para construir um caminho de negociação. Mas, do outro lado, o que recebemos foi silêncio e espera", disse Osmar.

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O líder da categoria alegou ainda que quem cuida da cidade também precisa ser cuidado. Como é o caso de pais, mães, trabalhadores que fazem o serviço público acontecer todos os dias e que foi com dor, que chegaram ao limite no dia de hoje.

Osmar e servidores

No dia 3 de março, o ex-vereador do Recife Osmar Ricardo (PT) se posicionou publicamente após assinar o pedido de abertura da chamada CPI do Fura-Fila, que pretende investigar o prefeito João Campos (PSB). A assinatura provocou reação imediata do Executivo municipal e resultou na saída de Osmar da Câmara.

Osmar ocupava o mandato como primeiro suplente da Federação formada por PT, PV e PCdoB. Ele assumiu a vaga depois que o prefeito nomeou o vereador eleito Marco Aurélio Filho (PV) para comandar a Secretaria de Direitos Humanos e Juventude. Após a assinatura da CPI, João Campos exonerou Marco Aurélio da secretaria. Com isso, Osmar deixou automaticamente o cargo de vereador e Marco Aurélio voltou para Câmara.

A CPI do Fura-Fila quer apurar possíveis irregularidades em um concurso público da Prefeitura do Recife. O pedido investiga suspeitas de favorecimento e eventual mudança na ordem de classificação de candidatos já aprovados. O tema ganhou força nos bastidores da Câmara e mobilizou parlamentares para alcançar o número mínimo de assinaturas necessárias.

Osmar é presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Recife foi o único vereador do PT a assinar o requerimento. Nas redes sociais, ele divulgou uma nota em que rebate críticas e nega qualquer alinhamento com a direita ou com o bolsonarismo. Ele afirmou que a CPI não pertence a nenhum grupo ideológico e que o objetivo da comissão é esclarecer os fatos.

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