Banqueiro Daniel Vorcaro e Senador Ciro Nogueira. Foto: Reprodução/Esfera Brasil/Youtube
A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira, 7 de maio, uma operação que colocou o senador Ciro Nogueira no centro de uma nova etapa de investigação. Os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão no âmbito da quinta fase da Operação Compliance Zero, que apura uma relação financeira entre o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
De acordo com os investigadores da Polícia Federal, a apuração identificou que o senador recebia repasses mensais que teriam começado em torno de R$ 300 mil e, com o tempo, teriam alcançado o valor de R$ 500 mil por mês. A investigação aponta que a relação entre os dois ultrapassava os limites de amizade pessoal ou articulação política comum e envolvia, segundo os autos, trocas de natureza financeira e política.
Os relatórios produzidos pelos investigadores descrevem uma série de benefícios que teriam sido concedidos ao senador. Entre os pontos levantados, a Polícia Federal cita a compra de uma participação societária que teria valor estimado em cerca de R$ 13 milhões, mas que, conforme a apuração, teria sido adquirida por R$ 1 milhão.
A investigação também destaca a cessão gratuita, por tempo indeterminado, de um imóvel de alto padrão para uso do parlamentar. Além disso, os agentes mencionam o custeio de hospedagens, deslocamentos e outras despesas relacionadas a viagens internacionais consideradas de alto custo.
Os documentos da apuração indicam que esses benefícios se somam aos repasses mensais identificados ao longo da investigação. A Polícia Federal descreve esses elementos como indícios de uma relação que não se restringia ao campo pessoal, mas que envolvia vantagens materiais contínuas.
A operação que teve como alvo o senador faz parte de um conjunto de ações que integram a quinta fase da Compliance Zero. A PF não divulgou detalhes adicionais sobre os próximos passos da investigação, mas informou que a apuração segue em andamento.
Os investigadores registram que analisam documentos, registros financeiros e comunicações que possam esclarecer a natureza da relação entre o parlamentar e o banqueiro. A análise desses materiais deve ajudar a Polícia Federal a entender como os repasses funcionavam e qual era a contrapartida envolvida, segundo os registros da apuração.
Até o momento, os investigadores não divulgaram detalhes sobre eventuais depoimentos ou oitivas relacionadas ao caso. A apuração segue sob responsabilidade da Polícia Federal e deve passar por novas etapas de análise técnica e jurídica.
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