Lula e Jorge Messias. Foto: Ricardo Stuckert / PR
A sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) será no próximo dia 10 de dezembro. A data foi informada agora há pouco pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e pelo presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA).
Messias, que é chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), foi indicado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) no lugar de Luís Roberto Barroso.
O indicado precisa passar por sabatina na CCJ e ter o nome confirmado no Plenário, com maioria absoluta de votos, ou seja, aprovação de 41 senadores.
Otto disse que a leitura da mensagem da indicação de Messias será no próximo dia 3, quando será concedida vista coletiva.
O senador Weverton (PDT-MA) será o relator da indicação. De acordo com o senador Otto, se o nome for aprovado na CCJ, será encaminhado imediatamente ao Plenário.
Davi Alcolumbre fez questão de destacar que soube da indicação de Messias pela imprensa, no feriado da quinta-feira passada (20), quando estava no Amapá.
Segundo o presidente do Senado, logo na segunda-feira (24), ele conversou com Otto e outros líderes partidários para acertar o calendário da sabatina de Messias.
"Temos um período curto. Foi uma construção dentro da viabilidade da comissão. Estabelecemos a data, e é importante avisar com antecedência os colegas senadores, pois é a votação de uma autoridade relevante, que precisa da presença dos senadores, com sua digital e seu voto nominal e secreto, na comissão e no Plenário", concluiu Davi.
Nos bastidores do poder, a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal pelo presidente Lula acendeu um alerta entre lideranças do Centrão.
Mesmo com promessas de apoio à sabatina no Senado, cresce o temor de que sua chegada fortaleça uma ala do STF que tende a dificultar o pagamento das emendas parlamentares, peça-chave nas negociações políticas do Congresso.
Nos últimos meses, o clima esquentou após decisões conduzidas pelo ministro Flávio Dino, relator de ações sobre o orçamento secreto e sobre a impositividade de emendas.
A movimentação acentuou a preocupação do Centrão, que avalia que uma bancada mais alinhada ao governo dentro do STF pode limitar a autonomia do Legislativo.
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Segundo os parlamentares, o ministro do STF teria atuado em situação objetiva de suspeição e conflito de interesses ao conduzir investigações e decisões no inquérito.
De acordo com a senadora, em razão desse cenário, a comissão tem sido alvo de lobbys contrários ao avanço das apurações.
Reportagem do jornal O Globo revelou que o ministro do STF teria, em pelo menos quatro oportunidades, tentado pressionar o presidente do BC, Gabriel Galípolo, a destravar negócio bilionário.
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