Foto Ilustração Redes Sociais x TV Foto: Reprodução/IA
As redes sociais se consolidaram como a principal fonte de informação política para os brasileiros, segundo levantamento divulgado pela Genial/Quaest em julho de 2026. Pela primeira vez na série histórica da pesquisa, plataformas digitais como Instagram, Facebook, X e TikTok superaram a televisão como principal meio utilizado pela população para acompanhar notícias sobre política.
De acordo com os dados, 41% dos entrevistados afirmaram se informar principalmente pelas redes sociais, enquanto 36% apontaram a televisão como principal fonte.
A pesquisa mostra uma mudança significativa no comportamento dos eleitores nos últimos dois anos. Em abril de 2024, a TV liderava com 45% da preferência, contra 35% das redes sociais.
O levantamento revela que as plataformas digitais ganharam espaço ao longo do período analisado. Entre abril de 2024 e julho de 2026, a preferência pelas redes sociais cresceu seis pontos percentuais.
Enquanto isso, a televisão apresentou trajetória oposta, caindo de 45% para 36% no mesmo intervalo.
Os números da Quaest mostram que a televisão perdeu nove pontos percentuais em pouco mais de dois anos.
Apesar da queda, a TV continua sendo a segunda principal fonte de informação política no país.
A pesquisa também analisou outros meios de comunicação utilizados pela população para acompanhar notícias sobre política.
Os sites e blogs registraram 5% da preferência em julho de 2026, mantendo estabilidade em relação aos levantamentos anteriores. O rádio apareceu com 3%.
Já a categoria "outros meios" alcançou 9%, enquanto 5% dos entrevistados afirmaram não buscar informações sobre política.
Os dados indicam uma transformação na maneira como os brasileiros consomem notícias políticas. O avanço das redes sociais e a redução da participação da televisão mostram que a população tem buscado cada vez mais informações em plataformas digitais, que oferecem atualização em tempo real e maior interação entre usuários e produtores de conteúdo.
A tendência observada pela Quaest acompanha a crescente digitalização do debate público e o aumento do uso das redes sociais como ferramenta de comunicação política no Brasil.
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A margem de erro é de dois pontos porcentuais, com intervalo de confiança de 95%.
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