Pernambuco, 16 de Setembro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Policial preso por planejar matar Lula já fez parte da segurança do presidente antes da posse

Segundo a investigação da Polícia Federal, Wladimir passava informações sobre o dia a dia do Chefe do Executivo a pessoas próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

Isabella Lopes

19 de novembro de 2024 às 17:41   - Atualizado às 17:41

Presidente Lula.

Presidente Lula. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil.

Nesta terça-feira, 19 de novembro, o policial federal Wladimir Matos Soares foi preso por participar do plano para matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do Supremo Tribunal  Federal (STF),  Alexandre de Moraes, fez parte da segurança do presidente após ele ser eleito e antes da posse, em 2022. 

Segundo a investigação da Polícia Federal, Wladimir passava informações sobre o dia a dia de Lula a pessoas próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

Segundo a decisão, assinada por Moraes, ele fornecia "informações que pudessem de alguma forma subsidiar as ações que seriam desencadeadas, caso o Decreto de golpe de Estado fosse assinado".

Entre no nosso canal de transmissão no WhatsApp e receba as notícias do Portal de Prefeitura no seu celular

Wladimir Soares estava por perto. Como agente da PF em Brasília, ele sabia não apenas da rotina do presidente eleito, mas também do esquema de segurança que protegia Lula e Alckmin.

Veja Também

"O investigado (Soares), aproveitando-se das atribuições inerentes o seu cargo no período entre a diplomação e posse do governo eleito, repassou informações relacionadas à estrutura de segurança do presidente Lula para pessoas próximas ao então presidente Jair Bolsonaro, aderindo de forma direta ao intento golpista", diz a decisão do ministro Alexandre de Moraes. 

Plano era matar Lula envenenado e explodir Moraes

O plano ‘Punhal Verde e Amarelo’, apreendido com o general reformado do Exército Mário Fernandes - ex-secretário-executivo da Presidência do governo Bolsonaro - previa o assassinato do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022, por envenenamento ou "uso de químicos para causar um colapso orgânico", considerando a vulnerabilidade de saúde e ida frequente a hospitais do petista. No planejamento dos militares presos nesta terça-feira, 19, na Operação Contragolpe, Lula era tratado pelo codinome ‘Jeca’ e seu vice, Geraldo Alckmin, era ‘Joca’.

Os detalhes constam da representação da Polícia Federal pela prisão do general reformado do Exército Mário Fernandes; dos ‘kids pretos Hélio Ferreira Lima, Rafael Martins de Oliveira e Rodrigo Bezerra de Azevedo - militares com especialização em Forças Especiais; e do policial federal Wladimir Matos Soares. Todos foram capturados na manhã desta terça-feira, 19, por ordem do ministro Alexandre de Moraes.

O general era o guardião do ousado plano montado ainda no governo Bolsonaro. O documento também trazia detalhes sobre a possível execução de Moraes e de Alckmin. Segundo a Polícia Federal, o arquivo "continha um verdadeiro planejamento com características terroristas".

Na visão dos investigados, segundo a PF, a "neutralização" de Lula "abalaria toda a chapa vencedora, colocando-a, dependendo da interpretação da Lei Eleitoral, ou da manobra conduzida pelos 3 Poderes, sob a tutela principal do PSDB". Já a morte de Alckmin "extinguiria a chapa vencedora". "Como reflexo da ação, não se espera grande comoção nacional", registrou o documento sobre o ex-tucano.

O plano de assassinatos ainda cita um ‘Juca’, o qual a PF ainda não identificou. Ele é descrito no documento como "iminência parda do 01 e das lideranças do futuro gov" e sua "neutralização desarticularia os planos da esquerda mais radical".

O plano para eliminar Moraes demandava, por sua vez, artefatos mais pesados. O documento cita não só a possibilidade de envenenamento em evento oficial público, mas também o uso de "artefato explosivo".

Em outro capítulo, o general chegou a descrever os armamentos que seriam necessários para concretizar o plano ‘Punhal Verde e Amarelo’: pistolas e fuzis comumente utilizados por policiais e militares, "inclusive pela grande eficácia dos calibres elencados"; além de uma metralhadora, um lança granada e um lança rojão, "armamentos de guerra comumente utilizados por grupos de combate".

Para a PF, o contexto de emprego de armamentos extremamente letais, bem como de uso de artefato explosivo ou envenenamento revelam que o grupo trabalhava com a possibilidade de assassinato de Moraes.

"Tal fato é reforçado pelo tópico denominado "Danos colaterais passiveis e aceitáveis", em que o documento descreve como passível "100%" e aceitável também o percentual de "100%". Ou seja, claramente para os investigados a morte não só do ministro, mas também de toda a equipe de segurança e até mesmo dos militares envolvidos na ação era admissível para cumprimento da missão de "neutralizar" o denominado "centro de gravidade", que seria um fator de obstáculo à consumação do golpe de Estado", indicou a PF.

Com informações do Estadão Conteúdo 

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

15:01, 16 Set

Imagem Clima

28

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Justificativa

"Eu não era presidente": Lula contesta Flávio Bolsonaro sobre indicação de Moraes ao STF

O presidente também ressaltou que não foi responsável pelas indicações de Nunes Marques e André Mendonça, escolhidos por Bolsonaro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Mudanças

Lula defende reforma profunda no Judiciário e propõe discutir mandato de ministros do STF

O petista também defendeu o estabelecimento de "critérios de moralização", declarando que membros do Judiciário não podem querer enriquecer e nem ter parentes advogando em processos relacionados ao STF

Advogado João Neto e momento da agressão.
Rejeitado

TRE barra candidatura do advogado João Neto após condenação por violência doméstica

A condenação pelo crime previsto no artigo 129, § 13, do Código Penal foi confirmada, por unanimidade, pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL). 

mais notícias

+

Newsletter