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Kids Pretos: PF prende militares e policial que planejavam morte de Lula, Alckmin e Moraes

A Operação Contragolpe já cumpriu cinco mandados de prisão preventiva, e cumpre ainda três mandados de busca e apreensão e 15 medidas cautelares diversas.

Gabriel Alves

19 de novembro de 2024 às 09:00   - Atualizado às 09:21

Lula ao lado de Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes.

Lula ao lado de Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes. Foto: Reprodução. Edição: Portal de Prefeitura

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira, 19 de novembro, uma operação para desarticular organização criminosa responsável por planejar um golpe de Estado para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o pleito de 2022. O plano incluía o assassinato de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin, além da prisão e execução do ministro Alexandre de Moraes (STF).

"Foi identificada a existência de um detalhado planejamento operacional, denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que seria executado no dia 15 de dezembro de 2022, voltado ao homicídio dos candidatos à Presidência e Vice-Presidência da República eleitos", diz a corporação.

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Os criminosos também planejavam restringir o livre exercício do Poder Judiciário.

“Ainda estavam nos planos a prisão e a execução de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que vinha sendo monitorado continuamente, caso o golpe de Estado fosse consumado”, destacou a PF.

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Em operação deflagrada em fevereiro, a PF já investigava um grupo que atuou na tentativa de golpe de Estado e que monitorava o ministro Moraes.

“O planejamento elaborado pelos investigados detalhava os recursos humanos e bélicos necessários para o desencadeamento das ações, com uso de técnicas operacionais militares avançadas, além de posterior instituição de um ‘gabinete institucional de gestão de crise’, a ser integrado pelos próprios investigados para o gerenciamento de conflitos institucionais originados em decorrência das ações".

Mandados

A Operação Contragolpe já cumpriu cinco mandados de prisão preventiva, e cumpre ainda três mandados de busca e apreensão e 15 medidas cautelares diversas, que incluem a proibição de manter contato com demais investigados; a proibição de se ausentar do país, com entrega de passaportes no prazo de 24 (vinte e quatro) horas; e a suspensão do exercício de funções públicas.

O Exército Brasileiro acompanhou o cumprimento dos mandados, que estão sendo efetivados nos estados do Rio de Janeiro, de Goiás e do Amazonas, além do Distrito Federal.

“As investigações apontam que a organização criminosa se utilizou de elevado nível de conhecimento técnico-militar para planejar, coordenar e executar ações ilícitas nos meses de novembro e dezembro de 2022. Os investigados são, em sua maioria, militares com formação em forças especiais”, destacou a PF em nota.

Os fatos investigados, segundo a corporação, configuram crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.

Presos

  • Hélio Ferreira Lima - militar com formação em Forças Especiais, os 'kids pretos';
  • Mário Fernandes - general reformado que foi secretário executivo da Presidência da República no governo Bolsonaro e hoje é assessor do ex-ministro e deputado federal Eduardo Pazuello
  • Rafael Martins de Oliveira - militar com formação em Forças Especiais, os 'kids pretos';
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo - militar com formação em Forças Especiais, os 'kids pretos';
  • Wladimir Matos Soares - policial federal.

Agência Brasil

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