A investigação teve início em 2020, após a morte de um ex-dirigente da empresa, e avançou com a análise de documentos, celulares e registros financeiros apreendidos.
25 de junho de 2026 às 13:51 - Atualizado às 13:53
Vereador Senival Moura (PT). Foto: Reprodução/Redes sociais
O vereador Senival Moura (PT), preso nesta quinta-feira, 25 de junho, no âmbito de uma operação que investiga suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), teria sido “perdoado” pela facção após ressarcir valores que, segundo a investigação, teriam sido desviados de um esquema criminoso envolvendo uma empresa de ônibus em São Paulo.
A informação foi apresentada por investigadores durante a Operação Última Parada, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. O caso envolve apurações sobre possíveis práticas de lavagem de dinheiro e infiltração do crime organizado no sistema de transporte público da capital paulista.
Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), o parlamentar teria sido alvo de ameaças de morte por integrantes da facção criminosa, assim como outras pessoas investigadas no mesmo esquema. Ainda de acordo com a investigação, ele teria conseguido evitar o mesmo destino de outros envolvidos após a devolução de valores.
De acordo com os investigadores, o caso também envolve conflitos internos relacionados à gestão da empresa de transporte Transunião, citada na operação como parte do suposto esquema investigado.
A polícia afirma que um ex-diretor da empresa, também apontado como operador do esquema, foi assassinado em 2020 em meio às disputas. As investigações indicam que ele teria sido executado em meio a tensões internas ligadas à divisão de recursos.
Segundo o diretor do Deic, em declaração à imprensa, o ressarcimento de valores teria sido determinante para que o vereador não fosse executado pela facção, ao contrário do que ocorreu com outros envolvidos no caso.
Ainda conforme a investigação, Senival Moura é apontado como possível “dono oculto” da empresa Transunião e teria participação em decisões financeiras e administrativas relacionadas ao esquema investigado.
As autoridades afirmam que mensagens e documentos analisados indicariam que movimentações financeiras e decisões internas da empresa passavam por sua anuência, mesmo sem participação formal na sociedade da companhia.
O vereador também é descrito nos autos como figura central na articulação do grupo investigado, com influência sobre repasses e gestão de recursos.
A Operação Última Parada apura a atuação de organizações criminosas no setor de transporte público em São Paulo. A investigação teve início em 2020, após a morte de um ex-dirigente da empresa, e avançou com a análise de documentos, celulares e registros financeiros apreendidos ao longo dos últimos anos.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, o objetivo da operação é identificar o fluxo de recursos e a eventual utilização de empresas do setor para movimentação de dinheiro ilícito.
Até o momento, a defesa do vereador não se manifestou oficialmente sobre as acusações apresentadas na operação.
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Ele foi promotor de Justiça por 24 anos e procurador-geral de Justiça de Alagoas por duas vezes, de acordo com a biografia em seu site.
A iniciativa também prevê acompanhamento especializado pela rede municipal de saúde para os beneficiários que atenderem aos critérios.
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