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PF investiga esquema nacional de contrabando e lavagem de dinheiro; grupo movimentou R$ 375 milhões

As investigações apontam que o grupo possuía uma estrutura com divisão de funções e atuação em diversos estados de diferentes regiões do Brasil

Romildo Lacerda

09 de junho de 2026 às 16:39   - Atualizado às 16:40

Policial federal recolhe dinheiro investigado

Policial federal recolhe dinheiro investigado Foto: Divulgação/PRF

A Polícia Federal realizou, nesta terça-feira, 9 de junho, as operações Sicarius I e II contra um esquema transnacional de contrabando, corrupção e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos mais de 100 mandados, sendo 58 de prisão e 62 de busca e apreensão, nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará.

A ação policial buscou ainda desarticular uma organização criminosa especializada em contrabando de cigarros, importação ilegal de agrotóxicos, falsificação de documentos e de placas veiculares. Segundo a Receita Federal, as investigações mostraram que integrantes da organização criminosa estariam envolvidos em atos de ocultação, dissimulação e conversão de valores ilícitos oriundos das suas atividades criminosas.

Foi identificada a participação de um doleiro que teria movimentado quantias superiores a R$ 375 milhões de reais no período entre 2019 e 2024. 

As investigações apontam que o grupo possuía uma estrutura com divisão de funções e atuação em diversos estados de diferentes regiões. Os integrantes utilizavam empresas de fachada, "laranjas" e mecanismos de ocultação patrimonial para dissimular a origem ilícita do dinheiro obtido com os crimes.

A Polícia Federal já apreendeu documentos, munições e armas, como pistolas, revólveres e espingardas. A Justiça determinou o bloqueio de mais de 40 contas bancárias e o cancelamento de diversos CPFs e CNPJs.

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Também foram instaurados quase 70 procedimentos administrativos fiscais contra empresas em 12 estados. Além disso, foram autorizadas medidas de cooperação jurídica internacional. O objetivo é aprofundar as investigações e identificar ativos, pessoas e estruturas criminosas fora do país.

A operação foi da Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Receita Federal. A atuação da investigação teve medidas judiciais cumpridas nos municípios de Guaíra (PR), Mandirituba (PR), Piraquara (PR), Fazenda Rio Grande (PR), Cascavel (PR), Ubiratã (PR), Londrina (PR), Maringá (PR), Cianorte (PR), Umuarama (PR), Praia Grande (SP), Canelinha (SC), Imaruí (SC), Não-Me-Toque (RS), Nova Andradina (MS), Maracaju (MS), Mundo Novo (MS), Eldorado (MS), Jandaia (GO) e Belém (PA).

De acordo com a Polícia Federal, também foram autorizadas medidas voltadas à cooperação jurídica internacional, "destinadas ao aprofundamento das investigações e à identificação de ativos, de pessoas e de estruturas criminosas eventualmente localizadas no exterior".

As investigações apontam que o grupo criminoso possuía uma estrutura com divisão de funções e com atuação em diversos estados da federação, mediante empresas de fachada, interpostas pessoas e mecanismos de ocultação patrimonial para dissimular a origem ilícita dos recursos obtidos com as atividades criminosas", informou a PF.

 

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