Ainda durante o governo Bolsonaro, a Polícia Federal concluiu que não houve qualquer tipo de intromissão do ex-presidente, e recomendou que o caso fosse arquivado.
PGR pede ao STF reabertura de investigação sobre suposta interferência de Bolsonaro na PF Foto:Rosinei Coutinho/STF e Alan Santos/PR
Na quarta-feira, 15 de outubro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a reabertura do inquérito que investigou o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) por uma possível interferência na Polícia Federal (PF).
Na ocasião, a suspeita passou a ser investigada após Sérgio Moro pedir demissão do cargo de ministro da Justiça e deixar implícito que houve interferência na PF com a substituição do então diretor-geral Maurício Valeixo, que havia sido indicado por ele.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Bolsonaro enviou uma mensagem para Sérgio Moro, no dia 22 de abril de 2020, para confirmar a demissão de Valeixo. Dessa forma, Gonet aponta que é necessário apurar se, de fato, ocorreu alguma interferência.
“Imprescindível, portanto, que se verifique com maior amplitude se efetivamente houve interferências ou tentativas de interferência nas investigações apontadas nos diálogos e no depoimento do ex-ministro, mediante o uso da estrutura do Estado e a obtenção clandestina de dados sensíveis”, afirmou.
Conforme o pedido da PGR, a PF deverá checar a ligação da suposta interferência com as investigações sobre a Abin Paralela, a propagação de desinformação e o uso da estrutura do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) na trama golpista.
A solicitação para a reabertura da investigação será analisada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
Em abril de 2022, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou que Bolsonaro pressionava para que fosse substituída a Superintendente Regional em Pernambuco, a delegada da Polícia Federal, Carla Patricia, que até assumir a cúpula local da PF, ocupava o cargo de Corregedora da Secretaria de Defesa Social no Governo Paulo Câmara.
Moro ainda afirma que Bolsonaro queria receber relatórios de inteligência dos inquéritos em tramitação no Supremo, que investiram crimes atribuídos aos filhos de Bolsonaro, envolvendo fake news contra autoridades, Poderes e contra a democracia.
Com informações da Agência Brasil.
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O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
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